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Separação,
é sempre um processo doloroso?
Por
Fernanda Dannemann
Sim, embora isso possa variar. Às vezes a gente
sofre mais, às vezes menos, dependendo do nível
da paixão, do amor, da dependência ou até mesmo
da idealização.
E às vezes também acontece de já estarmos
n'outra, talvez, até num novo romance, mas
sofremos com a dificuldade de colocar um ponto
final na relação e magoar o parceiro.
Existe também outro tipo de comportamento muito
comum. A pessoa está cansada de saber que já não
ama o(a) parceiro(a), que a atração acabou, ou
mesmo que já não o(a) suporta mais. Mesmo
assim... insiste.
Segundo a psicóloga Mônica Levi,
"a inexistência do amor ou da atração são os
motivos principais que levam um casal a viver
mal e validam a separação".
Ao viver essa situação, a maioria das pessoas se
deixa levar por sentimentos que as impede de
decidir o que é melhor para elas, mesmo que o
melhor seja, sem dúvida, a separação.
Esses sentimentos são
aqueles que fazem surgir a insegurança, os medos
e as carências (entre outros) criando um cenário
emocional desfavorável para a tomada de uma ou
várias decisões.
A fim de evitar o imenso
desconforto que eles causam, muita gente prefere
manter relacionamentos que já não têm sentido.
Para não se tornar uma vítima de si próprio(a),
é importante reconhecer esses sentimentos e
aceitá-los, para aprender a lidar com eles. Sem
isso, torna-se difícil tomar a única decisão
que, muitas vezes, poderá levá-lo(a) a buscar
novos rumos na vida amorosa- uma separação
consciente e sem traumas.
Que
sentimentos são esses tão ameaçadores, que muita
gente opta por permanecer na relação embora já
não tenha a menor esperança de ser feliz ao lado
do(a) parceiro(a)?
Veja, a seguir, se você se identifica com alguns
dos sentimentos (a causa também pode ser menos
óbvia) relacionados abaixo. Caso positivo, faça
uma pausa para compreendê-los melhor e ganhar
habilidade para lidar com eles.
Sentimento de posse:
não é fácil libertar-se da
possessividade e da idéia de que o(a)
parceiro(a) é sua propriedade, como se o
relacionamento tivesse garantido a você este
direito. Assim como o ciúme, o sentimento de
posse pode ser tão forte que se mantenha, mesmo
que a separação já seja um fato consumado. O
importante é não confundir possessividade com
amor.
Combata.
O fato de ficar enciumado(a) com a
idéia de que (a) ex possa sair curtindo a vida
por aí não significa que você o(a) queira. O
melhor é substituir esses pensamentos por
outros, onde que quem está vivendo bem e feliz é
você. Segurar a onda e evitar saber da vida
dele(a) depois da separação é saudável e ajuda a
superar esse terrível sentimento de posse. Com o
tempo, de repente, você vai perceber que não
sente mais nada.
Costume: muita gente prefere uma vida
chata, porém, com um(a) parceiro(a) ao lado do
que investir na separação e recomeçar uma vida
diferente. Por trás desse "costume" esconde-se o
medo de viver só e de se arriscar a uma vida
diferente.
Combata.
É preciso enfrentar o medo do
desconhecido se quiser buscar uma vida melhor e
mais feliz. No começo, costuma ser duro, mas se
você lutar contra o baixo-astral e se der uma
chance, acabará descobrindo que a vida tem muito
mais a oferecer do que você imaginava. Além de
se dar conta de que tudo pode e deve ser mais
alegre e enriquecedor. Procure divertir-se mesmo
se estiver sozinho(a). Leia, vá ao cinema, ao
parque, faça ginástica. Depois disso, é claro,
procure fazer amigos e se reaproximar dos que já
tem..
Raiva: é
muito comum, quando a relação entra em colapso,
que um parceiro sinta-se "enganado" pelo outro,
caso perceba estar sofrendo mais com a situação.
No fundo, o que motiva esta raiva é a
constatação de que o outro deixou de amá-lo(a)
antes que você se desinteressasse. Alguns casais
permanecem juntos ligados por um terrível e
destruidor sentimento de raiva. O melhor a fazer
é se libertar dos ressentimentos e assumir a
responsabilidade pela própria felicidade.
Combata. Lembre-se de que outras pessoas
já amaram você e não foram correspondidas. A
gente não escolhe quem vai amar. O melhor a
fazer é manter a classe e entender isso sem
deixar que a sua auto-estima fique abalada. Você
não vai querer prender alguém ao seu lado,
forçar a barra quando não há reciprocidade,
apenas para não viver o sentimento de estar
sendo rejeitado(a). É bom saber que o fato do
outro não querer ir adiante no relacionamento,
muitas vezes, não é nada pessoal. Pode ser uma
questão particular que não tem nada a ver com as
suas qualidades ou características.
Frustração:
a dor pelo fracasso amoroso
aumenta quando a gente se deixa levar pelas
lembranças e pensa em todos os planos que fez
com o parceiro, nos sonhos de felicidade e no
desejo de que tudo desse certo.
Combata.
Não chore pelo leite derramado.
Olhe para frente. Esta é a melhor maneira de
combater o saudosismo que traz a frustração.
Quando se deparar com a essa sensação, trate de
reciclar a vida e preparar-se para o que virá.
Quanto mais você se mostrar capaz de superar as
expectativas que não aconteceram, mais fácil
será se livrar desse incômodo que é a
frustração.
Inveja: de amigos felizes ou do(a)
próprio(a) parceiro(a), que parece estar
enfrentando a situação melhor do que você. A
inveja costuma vir acompanhada do desejo de
destruir a outra pessoa e fazer com que sofra
como você. O problema é que o que desejamos para
os outros se volta contra nós. O universo é um
espelho e colhemos aquilo que plantamos.
Combata.
Nessa hora é bom pensar que
quase todos os seres humanos passam por uma
experiência difícil de separação, ao menos uma
vez na vida. E que, para encontrar a pessoa
certa, a gente quase sempre encontra primeiro as
erradas. Acredite que no final tudo dá certo, e
que se ainda não deu é porque ainda não está no
final.
Fernanda Dannemann
é Psicóloga e especialista em terapia de casais
leia mais:
Manipulação, o veneno dos relacionamentos... ou Deixe
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Escrito
por Rogério L. Cardoso, e Postado por Izabel
Cristina da Fonseca, 29 junho
de 2009. (8129)
Mande
esse link para uma pessoa especial:
http://jacuecangaindependente.com/ji-va2-sep1.htm

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