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Separação,
a única Saída? - Por
Rosemeire Zago
Quando a vida afetiva está
desgastada parece que isso se reflete em tudo na
vida e é comum muitos sentirem dificuldade em
eliminar alguns quilos, principalmente por não
se sentirem amados, desejados.
É
momento de parar e refletir o que está
acontecendo.
Quando a
vida do casal torna-se insuportável, uma
alternativa sadia pode ser a separação.
Se vocês já não se falam
mais a não ser o necessário,
não há respeito, cumplicidade, amizade, é
preciso fazer uma análise e indagar o que ainda
têm em comum, além de morar sob o mesmo teto.
Caso as duas partes concluam
que nada mais de sadio as une e que não é mais
possível melhorar a vida em comum, pois ambos
passam o tempo brigando ou sonhando com o
afastamento, a separação pode ser a última opção
saudável, ainda que dolorosa. Se após uma
consulta séria a seu coração, ainda tiver
dúvidas, procure bons motivos para vocês
continuarem juntos e defina o que ambos precisam
fazer para reformular o relacionamento.
Tente
definir os motivos que o levaram a unir-se
àquela pessoa ou a conviver tanto tempo com ela.
Indague-se, por exemplo,
"por que fiquei com esta pessoa até agora?",
talvez você descubra coisas boas do
relacionamento e motivos para tentar mantê-lo.
Entretanto, se a resposta de
sua análise profunda for pela separação, não
tema, siga em frente, mas siga consciente de que
a separação não é uma saída mágica, nem simples.
Separar-se de forma saudável, sem culpas,
manipulações ou preconceitos, não é fácil.
Existem casais que conversam e chegam à
conclusão de que o melhor é dissolver sua união,
mas não conseguem. A separação ainda é uma
experiência extremamente dolorosa e desgastante.
O desejo de separar-se
raramente acontece de repente. Só fica claro
quando não há mais respeito, confiança,
admiração, nem amor ou atração e acontece a
traição.
Ou ainda, quando se sente
que não é mais possível realizar os desejos com
o outro, quando não há mais sonhos em comum,
quando não há mais saudade, vontade de estar
junto.
Pode até ser que uma das partes não perceba
ou finja que não percebe, mas a outra, aos
poucos, vai dando sinais do desgaste, pois
ninguém deixa de amar de uma hora para outra. O
gesto da separação pode parecer repentino, mas o
desejo já estava presente há muito tempo, por
mais que não tenha sido verbalizado.
Saber que sobreviverá à separação não impede
de ficar indeciso, sentir medo e a dor da perda.
Qualquer decisão tomada na vida, implica em
ganhar algumas coisas e perder outras, abrir
certas portas e cerrar outras.
Enfrentar perdas,
contudo, é um dos maiores problemas do ser
humano. Por isso, a perda de um
relacionamento, de uma possibilidade de vida em
que se acreditou um dia, precisa ser elaborada.
Para elaborarmos essa perda com menos
sofrimento, precisamos pensar nas vantagens que
teremos com a decisão, a curto e longo prazo.
O que não podemos é ficar anos na indecisão.
Quando finalmente conseguimos nos decidir e
tomamos as atitudes necessárias para cumprir a
decisão, é comum sentirmos um certo alívio,
pois, com isto, acabam as brigas, as discussões
intermináveis e as agressões, não só com o
outro, mas principalmente, consigo mesmo.
Muitos casais se surpreendem ao descobrir que
o ato da separação não provoca sofrimento; isso
acontece quando já sofreram ao longo dos anos e
quando a decisão se concretiza, o alívio é maior
que a dor. Mas também há aqueles que sofrem, e
muito, após a separação, pois sequer imaginavam.
Também são comuns sentimentos como culpa e
rejeição. A perda torna-se dolorosa. Além da
perda física do outro, perde-se a relação, os
planos futuros, tudo o que se acreditou um dia e
a expectativa de viver pra sempre junto daquela
pessoa. Podemos e devemos nos permitir sentir a
tristeza, mas sem exageros, para não cairmos em
depressão. A forma de evitar isso é a
consciência clara de que tudo tem limites.
Apesar de não ser fácil aceitar essa realidade,
ninguém pode impor viver ao lado de quem não se
quer mais para dividir a vida.
A ruptura é um processo que ocorre em
diversos níveis. No plano externo, precisamos
comunicar nosso desejo ao outro, mas o mais
difícil é o processo interno, psíquico. Nesse
plano, o processo de elaboração da perda começa
antes da decisão e, em geral, termina muito
depois da separação. Para evitar a sensação de
perda, a frustração e o luto, sentimentos
inevitáveis, desenvolvemos mecanismos de defesa
como a agressividade, a fuga pelo trabalho e a
total desvalorização do outro.
Muitas pessoas
colocam-se em constante movimento, ocupando todo
seu tempo e negando seus desejos e emoções mais
autênticas, o que não contribui em nada para a
superação da perda.
É possível, porém, aproveitar este momento de
elaboração para transformar a crise em algo
enriquecedor, encarando como uma oportunidade de
reconstrução de nosso próprio "eu". Ao elaborar
todas as raivas, culpas e tristezas e assumindo
nossas responsabilidades, adquiri-se a
capacidade de perdoar a si mesmo e ao outro.
O passado não pode ser mudado, mas podemos
aprender com ele. Assim, nossa auto-estima, que
estava baixa, aos poucos tende a crescer e
readquirimos confiança para dar os próximos
passos. Em conseqüência do crescimento pessoal,
podemos fazer um balanço de nossos sentimentos
mais íntimos e experiências passadas, não para
ficar chorando, mas para aprender e crescer
ainda mais.
Os momentos de solidão são inevitáveis, mas
podem ser vividos com dignidade e serenidade.
Eles oferecem uma oportunidade de nos
conhecermos mais e mais, de nos tornarmos
responsáveis por nós mesmos, termos confiança em
nossa capacidade de pensar, discernir e ir em
frente. Reestruturando
nossa auto-imagem, reaprenderemos a nos amar,
sem esperar mais do outro.
Rosemeire Zago é Psicóloga clínica
com abordagem
jungiana. Desenvolve
o auto conhecimento
e ministra palestras
motivacionais. -
Contato: (11) 9950-5095
leia mais: Separação,
é sempre um processo doloroso? ou Deixe
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Escrito
por Rogério L. Cardoso, e Postado por Izabel
Cristina da Fonseca, 29 junho
de 2009. (8129)
Mande
esse link para uma pessoa especial:
http://jacuecangaindependente.com/ji-va2-sep.htm

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