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Manipulação,
o veneno dos Relacionamentos?
Por
Fernanda Dannemann
Reconhecendo o(a)
manipulador(a)
“A pessoa manipuladora é, antes de tudo,
invisível”, diz a terapeuta comportamental e
especialista em programação neurolingüística
Isabelle Nazare-Aga. Segundo ela,
só o tempo e a convivência
permitem reconhecer o(a) típico(a)
manipulador(a). Porém, com o
hábito e a observação, torna-se possível
identificá-lo(a) cada vez mais rapidamente.
A terapeuta concluiu em seu estudo que as
características de manipuladores do sexo
masculino e feminino são exatamente as mesmas.
De acordo com as estatísticas, quase todo mundo
já teve ou tem contato com, pelo menos, uma
pessoa manipuladora durante a vida.
“Com algumas exceções, o(a) manipulador(a) não
tem consciência de suas atitudes devastadoras. O
egocentrismo dele(a) é tão forte que é incapaz
de perceber o que os outros sentem”, diz
Isabelle. “Aqueles que são conscientes e não
querem mudar, beiram a perversidade”, completa.
De acordo com a psicóloga Aparecida Nogueira, no
plano amoroso, a médio prazo, o tipo manipulador
não consegue manter a harmonia. Discussões (em
particular ou em público), clima ruim (que
muitas vezes os amigos não percebem),
separações, sofrimento, costumam marcar a vida
de uma pessoa manipuladora.
Quando o relacionamento desse tipo acaba,
geralmente, não fica nem amizade. Isso porque
o(a) ex- parceiro(a) sente-se tão aliviado por
ter se livrado da manipulação que é incapaz de
ter bons sentimento por quem o(a) torturou.
Com quem você está
lidando?
Uma
das principais características do(a)
manipulador(a) é só se interessar por si
mesmo(a). Qualquer que seja o assunto,
interrompe assim que possível para contar uma
passagem que tenha acontecido com ele(a). Se não
dominar o tema da conversa, não dá atenção ao
que está sendo dito e, em poucos minutos, desvia
o assunto e procura uma forma de atrair os
olhares para si.
Envolver-se emocionalmente com uma pessoa
manipuladora é um grande risco para a
auto-estima e para a própria liberdade.
O parceiro manipulador,
aos poucos, se coloca como líder do
relacionamento, sufocando ao mesmo tempo em que
se mostra cada vez menos amoroso, gentil e capaz
de manter o respeito e o afeto que deram origem
à relação.
A pessoa manipuladora se
fortalece, essencialmente, enfraquecendo o ego
de suas vítimas. Mas o exercício
da manipulação é ainda pior na esfera amorosa,
porque o(a) manipulador(a) atua exatamente como
um(a) insaciável, sempre pronto(a) para minar a
auto-confiança do(a) parceiro(a) e
transformando-o(a) em mera muleta, na qual se
apóia para viver.
Além de agressões verbais, críticas, atitudes de
falsa surpresa diante de um erro, ele(a) também
faz tudo para afastar o(a) parceiro(a) dos
amigos e da família, de modo a criar um vazio em
torno do(a) outro(a). Consegue enfraquecer a
rede de amizades do(a) companheiro(a) e,
principalmente, afastá-lo(a) de amigos
anteriores à sua união.
Muitas vezes, não proíbe
abertamente e, aparentemente, pode encorajar
o(a) parceiro(a) a ter amigos. Mas
só aparentemente. Quando isso acontece, o(a)
manipulador dá um jeito de detonar a amizade e
de se mostrar desagradável, fazendo com que o(a)
parceiro(a) sinta-se cada vez menos à vontade e
acabe se afastando de todos.
Comportamento comum dos manipuladores de ambos
os sexos
...não faz promessas porque não gosta de se
comprometer. Sua frase preferida é:“você não
confia em mim?”
...não pede desculpas quando não cumpre o que
diz ou falha nos compromissos feitos. Em vez
disso, tem sempre excelentes pretextos para se
explicar. Detesta ter que admitir que errou.
...não considera as necessidades da outra
pessoa. Ao contrário, impõe a sua vontade com
mais ou menos sutileza. Quando usa a máscara do
altruísmo, fingindo preocupar-se com os outros,
geralmente mostra-se ofendido(a) se alguém o(a)
censura por sua desconsideração.
...é inflexível e só muda de opinião para
concordar com alguém se tiver algum interesse
nisso. O que, geralmente, só é descoberto meses
depois.
...é capaz de se apropriar de idéias, desejos e
opiniões alheias, colhendo para si o mérito que
não lhe pertence.
...impõe a sua presença e adora se intrometer na
vida particular das pessoas que lhe são
próximas. Mas faz isso sempre com o pretexto de
querer ajudar.
...não consegue deixar de dizer coisas que
provocam mal-estar nas pessoas ao redor.
...muitas vezes, transmite a idéia de que se
sacrifica por alguém ou por alguma causa, mas é
puro marketing.
...usa a chantagem emocional para conseguir
controlar os outros. Ou então faz com que as
pessoas sintam-se diminuídas e acuadas,
fragilizando-as.
Argumentos usados por
ele(a), para afastar o(a) parceiro(a) de suas
amizades:
“Não me admira que as pessoas não venham aqui em
casa, você não mantém uma conversa
interessante!”
“Não se pode dizer que seu grupo de colegas seja
muito brilhante.
“Confesso que estou meio decepcionado. Pensava
que você tivesse amigos melhores”
“Não se diria que eles são o que você diz,
quando se ouve o que falam”
Como ele(a) consegue?
... atacando as pessoas, para que justifiquem
sua opinião.
...desprestigiando-as em público..
... permanecendo em silêncio ou dando ares de
desinteresse.
...mostrando-se impaciente, dando a impressão de
que quer que as visitas se retirem o quanto
antes.
...escapando da presença dos amigos indo,
ostensivamente, fazer outra coisa em vez de
compartilhar com eles.
Fernanda Dannemann
é Psicóloga e especialista em terapia de casais
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Escrito
por Rogério L. Cardoso, e Postado por Izabel
Cristina da Fonseca, 29 junho
de 2009. (8129)
Mande
esse link para uma pessoa especial:
http://jacuecangaindependente.com/ji-va2-manip.htm

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