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Cara-metade: sensação de perda de parceiro tem
relação com readequação da própria personalidade
Quando uma relação amorosa
acaba, o autoconceito de um indivíduo – ou seja,
imagens acerca do que nós próprios pensamos que
somos, o que pensamos que conseguimos realizar e
o que pensamos que os outros pensam de nós e
também de como gostaríamos de ser – fica
vulnerável a mudanças, afinal, é comum um casal
desenvolver amizades e atividades
compartilhadas, o que normalmente faz que o
autoconceito de ambos os parceiros se mescle em
alguns pontos.
Uma meta-análise, publicada
no periódico Personality and Social Psychology
Bulletin, examinou como o autoconceito de uma
pessoa se readapta após o rompimento de uma
relação amorosa. Os resultados mostraram que a
maioria das pessoas passa por uma fase de
adaptação em que o autoconceito se torna um
tanto “embaçado”. E é justamente essa falta de
noção da própria totalidade que contribui para o
estresse emocional mais intenso durante o
período posterior à separação.
O fim de um romance, aliás,
pode ter várias consequências psicológicas,
incluindo a tendência dos indivíduos em tentar
mudar diversas atitudes e hábitos pessoais e
mesmo não conseguir se definir adequadamente, ou
então se sentir diminuído na presença de outras
pessoas.
Essas conclusões levaram os
pesquisadores a afirmar que a experiência de
mudança do conceito que temos de nós mesmos após
o término de uma relação é a prova de que esse
tipo de experiência pode levar a uma perda de
controle sobre o que se pensa de si próprio,
levando a uma sensação de perda muito grande e
muitas vezes contribuindo – com o estresse
sentido – para a depressão.
“É comum vermos casais
completando a frase um do outro, mas eles
realmente se completam como pessoas”, dizem
Erica Slotter e Wendi Gardner, as autoras
principais do estudo. “Quando a relação termina,
os indivíduos não somente sentem a dor da perda,
mas também sentem o impacto da mudança e do
processo de adaptação de suas próprias
personalidades. E nossa pesquisa mostra
claramente como o autoconceito difuso pode levar
a um estresse emocional amplo”, complementa Eli
Finkel, que também contribuiu para a pesquisa.
Fonte:
Uol Psicologia, com informações da
Personality and Social Psychology Bulletin/SAGE
Postado por
Izabel Cristina da Fonseca, dia 22 de março de
2010 (11.822)

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