MUDAR PARA CRESCER
Boas-vindas às mudanças!
Qualidade de vida começa no íntimo de
cada um requer o coração aberto às
transformações.
A sabedoria de Mohandas Gandhi (1869-1948)
político e pacifista indiano, conhecido pelo
título de Mahatma (alma grande) -
brindou-nos com as palavras "nós temos
que ser a mudança".
E mudar significa inovar, alterar costumes e
hábitos, transformar-se. "A mudança nos
convida a ser maleáveis, a desafiar rótulos
e a não nos apegar a idéias definitivas
sobre a natureza das coisas".
Todavia, muitas pessoas resistem a ela por
se recusarem a modificar o padrão de
pensamento, sentimento e comportamento
adotados. Permanecem refratárias a qualquer
possibilidade de questionamento interior,
brigam com a idade que avança, com as
alterações em tradições familiares e com as
diferentes maneiras e de se interpretar e
dar sentido às coisas. Agarram-se aquilo que
já conhecem, mesmo que signifique
frustrações e infelicidade e apontam as
circunstancias exteriores como as causadoras
de seus dissabores, exigindo mudanças apenas
nos outros. E óbvio que acabam infligindo
dor e tristeza a si mesmas, além de
desperdiçarem o seu potencial para o
bem-estar e a alegria.
O ser humano só é capaz de modificar e
moldar o mundo em derredor se refletir sobre
a validade de suas concepções e conduta
interior. E basta que ele se melhore para
constatar que a realidade a sua volta
gradativamente seguirá o mesmo caminho.
Mudar é uma das poucas certezas da vida. O
que seria do mundo atual se não fossem as
constantes alterações e, conseqüentemente, o
desenvolvimento, por exemplo, na tecnologia,
na Medicina, na urbanização, nas ciências e,
principalmente, nas relações interpessoais?
No entanto, é muito difícil mudar o que não
compreendemos. Para alterar os padrões
íntimos de uma vida inteira, é preciso nos
conhecer e tentar descobrir o que
efetivamente queremos para nós. E aquele que
se julga perfeito dificilmente aceitará
qualquer tipo de reformulação. Mas a
verdadeira sabedoria nos induz a
humildemente tomarmos contato com as
próprias limitações e resistências, e
serenamente aceitá-las. Esse processo de
descoberta íntima nos torna pessoas mais
receptivas a todo o tipo de renovação e
aprendizado que possa nos chegar. Ser
flexível é o ponto de partida para níveis de
consciência cada vez mais amplos e elevados.
"Estarmos abertos à renovação e mudança é
estarmos vivos. Independente da fase em que
estamos", diz a escritora Lya Luft. Mas bem
sabemos que repensar conceitos, crenças e
valores, passar para um estado diferente e
novo, encontrar elementos até então
desconhecidos, reformar as próprias
prioridades, geram certa ansiedade, porque
sair do estabelecido, do cômodo e habitual
não é algo tão simples e agradável.
"Toda mudança gera desafios, que ora aliviam
e alegram, ora frustram e entristecem. Mudar
é um processo que a divina providência
utiliza para garantir a evolução", diz
Hammed. É vibrante o conselho do escritor
norte-americano Richard Carlson: "abra seu
coração para o que está à sua frente e
talvez descubra que certos ajustes são mais
fáceis do que pensa. Quando abraçar a
mudança, abra a porta para uma existência
mais tranqüila. Em vez de insistir que a
vida seja de uma determinada maneira, e que
fique assim para sempre, comece uma viagem
que inclui aceitação e apreço por cada fase.
A vida passa a ser uma aventura em que cada
passo parece especial e importante".
Texto tema da Palestra
do Grupo Espírita Cristão Conceição de
Jacareí.
Fonte: Correio
Fraterno
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Conceição de Jacareí
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Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 1
outubro de 2009