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Violência doméstica contra nós Mulheres?
Mulheres conhecem a Lei
Maria da Penha,
mas têm medo de denunciar
os agressores
O destaque da
terceira edição da “Pesquisa Violência Doméstica
contra a Mulher” do DataSenado é a opinião das
entrevistadas referente à Lei Maria da Penha.
83% das mulheres residentes em capitais conhecem
ou já ouviram falar da Lei. Dentre as que
conhecem, 58% souberam indicar, espontaneamente,
uma ou mais formas de proteção. As mais citadas
foram “prisão do agressor”, “programas de
proteção à mulher” e “casa abrigo”. Das mulheres
entrevistadas, 35% declararam conhecer a Lei,
mas não souberam citar pelo menos uma das formas
de proteção que a legislação lhes garante.
É a primeira
vez que o instituto de pesquisa do Senado ouve
as mulheres a respeito da Lei Maria da Penha com
profundidade. Na primeira pesquisa, realizada em
2005, os parlamentares ainda debatiam a
aprovação de medidas que combatessem a violência
doméstica. Em fevereiro de 2007, havia apenas
seis meses que o Congresso Nacional tinha
aprovado a Lei, tempo insuficiente para que as
pessoas pudessem falar do assunto.
ENTRE A LEI E O MEDO
Conhecer a Lei
e os benefícios de proteção não é razão
suficiente para que as vítimas procurem ajuda do
Estado. Somente 4% das mulheres entrevistadas
acreditam que as vítimas costumam denunciar o
fato às autoridades. Outras 45% disseram que
denunciam “às vezes”, e 51% não denunciam. Das
827 entrevistadas, 160 disseram ter sofrido
agressão. Dentre essas, 81,3% conhecem ou
ouviram falar da Lei.
A pesquisa do
DataSenado revelou as diferentes razões que
impedem a mulher de recorrer à Lei para
enfrentar seus agressores. A principal delas é o
“medo do agressor”, na percepção de 78% das
entrevistadas em pergunta de múltipla escolha. O
dado é revelador porque o medo se sobressai
expressivamente em relação às demais razões. As
outras opções – “vergonha”, “não garantir o
próprio sustento” e “punição branda” – atingiram
percentuais abaixo de 10%. Outros motivos foram
citados por 16% das mulheres. A análise desses
dados não deixa dúvida de que o medo é o
principal obstáculo na luta contra a violência
doméstica e familiar.
Apesar de o
medo ser a principal causa, outras motivações
impedem a denúncia dos agressores. Na opinião de
62% das entrevistadas, o fato de a mulher não
poder mais retirar a acusação após a queixa faz
com que ela desista de denunciar o agressor. 35%
acham que a regra não impede a denúncia.
Violência doméstica
aumentou e o desrespeito persiste
Além de
avaliar o índice de conhecimento da Lei da Maria
da Penha entre a mulheres, a pesquisa do
DataSenado ouviu as entrevistadas quanto à
violência doméstica e familiar. Na percepção de
60% delas, esse tipo de violência aumentou nos
últimos anos. Para 25% a violência continua
igual, e apenas 14% acham que a violência
diminuiu.
Outro índice
reforça o aumento da percepção: 62% das
entrevistadas disseram conhecer mulheres que já
sofreram violência doméstica e familiar. Dentre
os tipos de violência sofrida, as mais citadas
foram a física (55%), a moral (16%) e a
psicológica (15%).
Comparado a
pesquisas anteriores do DataSenado, o percentual
de mulheres que disseram ter sofrido violência
doméstica e familiar também aumentou: 19% das
827 entrevistadas revelaram que já sofreram
agressões. Em 2007 esse índice era de 15% e, em
2005, de 17%.
Entre as
vítimas entrevistadas, o tipo de violência mais
citado é a física (51%). A agressão é
predominantemente praticada por homens que
mantêm relações íntimas com as vítimas: 81% são
maridos, companheiros ou namorados. 70% das
mulheres já não mais convivem com os agressores.
Dentre as 160 entrevistadas que sofreram
violência, apenas 28% denunciaram o agressor.
A comparação
com pesquisas anteriores do DataSenado também
mostra que as mulheres ainda se sentem
desrespeitadas. Das entrevistadas, apenas 5%
acham que a mulher é tratada com respeito no
Brasil.
Soluções para a violência
doméstica
Vítimas da
violência doméstica e familiar, do desrespeito e
conscientes da existência de uma Lei que pune os
agressores, as mulheres apresentam sugestões
para que a sociedade enfrente o problema.
Convidadas a sugerir ações dentre múltiplas
escolhas apresentadas, as mulheres revelaram
expectativas a curto, médio e longo prazo. As
sugestões mais citadas foram: intensificar as
campanhas de divulgação a respeito dos direitos
da mulher (22%), denunciar as agressões (20%) e
melhorar a assistência à mulher (17%).
Há forte
coerência entre o que as mulheres esperaram e a
eficácia dos esforços no combate à violência
doméstica. Em outra aferição, 66% das
entrevistadas se lembraram de campanha contra a
violência às mulheres na mídia, o que reforça a
idéia de que as mulheres defendem e querem mais
campanhas.
Nossa
força esta dentro de nós!
Nunca é tarde
para recomeçar. Busque sua essência e força na
peruca!
Mande esse link para uma pessoa especial:
www.jacuecangaindependente.com/ji-pob-vdcm.htm
Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 13
de março de 2009. (5572)

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