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Quando
o melhor é ficar em silêncio....
Agora virou
moda, todo ano é a mesma história... todo acordo
coletivo é debaixo de grito, pois, se depender
deles nós ficamos a ver navios.
O momento é de
tensão, vejo uma luta de cabo de guerra.
Eles esticam e os
metalúrgicos puxam.
Não se fala em
outra coisa nessa cidade que não seja a Greve do
estaleiro. Impressionante, pois quando as
pessoas sentem a minha presença vem logo me
futucando de vara curta. Elas insistem em saber
o que eu estou achando dessa greve.
Olha meus
leitores, eu acho tanta coisa que sinceramente
nem sei se vale a pena ficar falando... Prefiro
ficar sentada na arquibancada da vida olhando
essa banda passar... afinal... se os
governantes, as autoridades, não querem mostrar
a cara e ficam em cima do muro,
eu que sou
feita de chapa de aço, e peso uma tonelada,
prefiro ficar aqui de baixo mesmo, pois ficar em
cima do muro não é privilégio dos gordinhos.
Se eles não
querem usar suas bandeiras, quem sou eu para
sair balançando a minha?
O que vejo é
que minha bandeira esta toda cheia de buraco
enquanto a deles esta novinha em folha, afinal
eles só usam na época das eleições, não é mesmo?
A palavra de
ordem é exercitar a mediunidade. Vamos tentar
adivinhar de que lado as pessoas estão?
A verdade é que,
se eles não estão de brincadeira, os
metalúrgicos estão falando sério, sabe como é?
E a força
é da classe metalúrgica.
Agora, cabe as
autoridades e a Justiça mostrarem a eles quem
manda aqui. Porque
todo pedaço de
terra tem um dono,
e se eles acham que
Angra esta
entregue as baratas,
fazer o que? Imagina só, uma casa de doido
comandada por maluco...
Eles são tão
escrotos, que em pleno sábado, chamaram o
sindicato da categoria para uma negociata,
depois de todo mundo lá, eles ofereceram 2 reais
a mais no ticket alimentação.
Sem dúvida eles
olham os metalúrgicos como mortos à fome,
e acham que devemos viver a pão e água. Não
resta dúvida que eles hidratam o rosto com óleo
de peroba. Eles não falam no nosso plano de
saúde, e fica tudo o dito pelo não dito....
Cabe aos
governantes ajudarem a categoria a colocar os
pingos nos isss, ou seja,
fazer com que os
coreanos cedam, pois a classe não pode mais
ficar perdendo.
Eu não sei como
a Prefeitura e o Governo do Estado permitem que
os coreanos escolham obras, eu não sei como eles
permitem que usem e abusem da nossa mão de obra.
Olha, sabe de
mais? Estou exercitando a arte silêncio
interior.
No momento
preciso de conforto, estou correndo de
conflitos. Não quero me ver em discussões, pois
não me faltam argumentos.
Não quero
brigar, não quero falar.... quero ficar
quietinha, estou a observar a dança das
cadeiras, mesmo porque
estou arquitetando e quando eu penso eu não
posso falar, senão perde o encanto...
Manter-me calada
não significa que eu não tenha nada a dizer, eu
apenas prefiro ficar na minha.
Abuso de poder é
uma violência brutal para com a liberdade de
expressão de cada um de nós.
Entre calar e
falar, aprendendo
cada dia mais com os dois. Mas, nesse momento
crítico de decisão, de dúvida cruel, onde não
tenho a menor noção de onde vai dar... mais vale
o ditado popular:
"Em boca fechada
não entra mosquito".
Porém
não pensem que
quem cala, consente....
Essa baiana
quando se cala esta apenas exercendo a
capacidade de ser consciente.

Mande esse link para uma pessoa especial:
www.jacuecangaindependente.com/ji-pob-silen.htm
Escrito e postado por Izabel Cristina da Fonseca,
23
de maio de 2009. (7312)

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