Pelo Olhar de uma Baiana

 Voltar para o menu de Opções <----> Voltar para a Página Principal <---> Deixe sua Mensagem

Os loucos são pessoas do bem.

 

Alguns leitores (os mais antigos) perceberam que minha escrita tomada pela alma guerreira que residia neste site decaiu desde o início de 2010. Realmente não tenho tido palavras para os últimos acontecimentos provocados pelo grito do Universo. Sendo mais sincera, mal tenho saído de casa.

Ainda assim, o que noto é que algumas poucas pessoas iam gostar de saber o motivo, mas sinceramente não vou escrever sobre isso aqui, ao menos por enquanto.

Mesmo porque "todos" sabem que sou como a Lua, cheia de fases, e que escrevo o que meu coração sente. Quanto mais vivo descubro que esse mundo é louco e perturbado, como qualquer ser humano. O mundo também passa por problemas. A maioria que nós mesmo causamos. Sinceramente eu acho que que as pessoas "poderiam complicar menos a vida".

Meu desafio?  Regar diariamente minha loucura!

 

Mas esqueço que senti a vida por um fio é privilégio de poucos.

E eu sou uma que tive esse privilégio.

 

Quando senti que poderia morrer, ou que minha vida estava por um fio, eu lutei para sobreviver e quando senti que havia renascido das cinzas voltei a viver com mais intensidade no sentido de ser, amar e pensar menos nos padrões estipulados pela sociedade.

 

Algumas pessoas não crêem nisso, mas só quem teve o privilegio de ser resgatada do fundo do poço sabe a beleza de ser o que é, e que sobreviver mais um dia além de se tornar mais fácil é acima de tudo mais valioso.

 

 

 

Quanto a opinião que nós seres humanos não somos iguais, é fato.

Assim como ninguém é normal, ou todo louco é louco de todo.

 

Eu acho que tenho problemas com viver de aparência e por conta disso as pessoas adoram jogar pedra na minha cabeça. Penso que o mundo é louco e que certas pessoas são completamente piradas e o Murphy era verdadeiramente um sábio.

Essa sou eu, o que eu acho, mas posso mudar daqui há dois segundos, sem problema. Visto que minha verdade não é absolutamente igual a de outra pessoa. Então porque justamente eu vou ser imutável?

 

Faz me rir, diria meu querido e amado "Pingo" (beijo, meu eterno mestre na arte de amar!).

Mas eu defendo que a loucura é boa, ou melhor muito boa! Os loucos são pessoas do bem.

 

Aqui pra nós... revelo um segredo por sinal muito íntimo:

Sabe de quem tenho receio? melhor dizendo tenho medo, pânico, terror?

Das pessoas muito certinhas e 'normais'.

Porque? Eu nunca sei o que esperar delas.

Quanto aos loucos (aos olhos do mundo) tenho grande admiração a ponto de me senti confortável na sua presença.

Mas quem são os loucos que tanto admiro?

Aqueles que surtam com as sacanagens do dia-a-dia, por mais insanas e imprevisíveis que sejam. Os loucos admiráveis são aqueles que surtam, mas são capazes de relaxar após o surto. Os admiráveis loucos não ficam maquinando planos para se manterem como exemplos, eles apenas relaxam por saber que quem os amam, os entendem, e os verdadeiros "normais" são aqueles que admiram pessoas de verdade que choram, gritam, reagem... são aqueles que vêem as diferenças como desafios, eles sim são os verdadeiros donos da vida, os que tem coração de verdade, que se ferem com as sacanagens e se rebelam no momento em que são feridos, mas que depois, não guardam nem raiva, nem rancor.

Sabem porque? Porque eles tem vida própria e não perdem tempo com espíritos perdidos, que rogam por atenção do mundo.
Afinal, me respondam: Quando morremos o que levamos de concreto? Nada não é mesmo?

 

Então, por pensar e defender essa tese diariamente, cometo doidices aleatórias, tenho estilo próprio, e se me der na telha uso uma biju inusitada, uma faixa de oncinha, uso pircing como brinco, adoro peças de rippes com penas, adoro relógio masculino e autentico que nem eu, e quando vou comprar algo sempre escolho algo bruto igual a mim.

 

Sou aquela que anda de moto vestindo um vestido, e que mesmo sendo "gordinha ao padrão do Brasil" não estou nem ai para isso, e exibo minhas exuberâncias sem nóias.

Sou aquela que chama todo mundo de meu bem, e que se preciso acolho um estranho por defender que nada acontece por acaso.

Sou aquela que do nada ligo para um amigo e digo: liguei só para te dizer que te amo.

Sou aquela que se alguém me chamar na rua, mesmo que seja um "aparente mendigo ou delinqüente" eu paro para ouvi-lo.

Sou aquela que dirijo cantando uma música em voz alta, não me importando se estou em pleno congestionamento e que o motorista do carro do lado esta a me olhar admirado.

Sou aquela que quando vejo que alguém esta me olhando, abro um sorriso sem nem saber de quem se trata.

Sou aquela capaz de tomar banho cantando alto, e por muitas vezes acordei pessoas cantando no ouvido.

Se algumas pessoas acham isso loucura, eu respondo sem pestanejar que o mundo "dos normais é muito chato".

E essa não é apenas a única diferença que tenho entre os demais...

 

Não gosto de ficar de bobeira, sou hiperativa, e sempre trabalhei olhando os desafios como incentivo para mostrar que eu era capaz. Mas eu também já me relacionei com alguns idiotas, afinal qual ser humano nunca fez isso?

Mas tenho facilidade de me apegar a pessoas de certa forma indisponível, isso demonstra que terei sempre novidades.

Por muitos anos vivi sem pensar em querer relacionamento sério, pois, o fato de se encontrar de vez em quando me excitava, era um desafio manter a chama do amor acesa sem acomodações, estando a distância.

A dúvida do quero mais não quero. (mas uma coisa que só os loucos entendem).

 

Louca ou não, mesmo pensando assim, nunca tive relacionamentos curtos. Ao contrário, tive relacionamentos longos.

O segredo? Apenas respeitar a privacidade, liberdade e individualidade do outro para assim poder ter tudo isso em troca.

Refletindo sobre o assunto, percebi algumas verdades sobre mim mesma.

Por exemplo? Que me amarro em relações independentes.

Eu gosto de quem não me venera, gosto de quem não me diz que me ama toda hora, mas age como se me amasse intensamente. E a maior declaração de amor para mim é o respeito e a consideração.

É quando meu parceiro sente que não estou bem só em ouvir minha voz. Isso me fascina.

Gosto quando não faço planos de casar, quando apenas vivo um dia por vez.

Aquela dose exata de não-comprometimento, nem de posse, é sem dúvida o ingrediente principal de TODAS as minhas relações afetivo-amorosas. E por incrível e contraditório que possa parecer TODOS os meus parceiros piravam com isso e me cobravam um relacionamento corpo a corpo, com rotinas tipo, ligar todo o dia, essas coisas que eu vejo como coisas que não são combinadas.

Saudade é um sentimento involuntário, ela pulsa! Apenas pulsa!

 

TODOS os meus relacionamentos não houve combinado nenhum. Eu nunca liguei que a gente morasse longe, ou que nosso tempo fosse limitado seja por estudo, trabalho, ou compromissos diversos.

Acho um saco "compromisso de se ver ou se falar, embora em certos casos exista naturalmente.

 

Nunca me importei quando alguns deles diziam que iam sair com os amigos, porque eu aproveitava amarradona para sair com minhas amigas. Nunca tive nóia de ficar investigando se ele andou pegando mulheres nas suas andanças solitárias.

Sabe como eu penso? Pegou mulher? Foda-se! e se esforce para que eu nunca descubra, porque sou fiel até quando eu quero, e trair para mim é tão simples e normal quanto ser traída.

 

Não acredito, nem desejo uma relação de mesmice, porém defendo sim uma relação com alto grau de compromisso a distância. Acho uma falta de tempo as pessoas ficarem buscando relacionamentos virtuais.

Sempre gostei de toque, de calor humano, de olhar nos olhos, o cafuné que busco é de verdade.

 

Essa semana uma pessoa que nunca esperei ser capaz de tal atitude me disse:

Do nada ele veio com uma conversa estranha, dizendo o quanto me achava legal, e como eu fui importante na sua vida no último ano. Que ficou feliz por a gente ter se conhecido e eu poder descobrir quem ele era de verdade. E que se sentia culpado porque achava que poderia ser mais legal comigo do que era. Diante tal declaração de Amizade x Admiração X Amor contido, eu olhei nos olhos dele e falei:

Alouuuuu! Eu não sinto falta de nada, você é você, e me conquistou por ser quem és. Não vejo como você poderia ser mais do que é. Você me apóia, me entende, nunca me julgou, se preocupa comigo, aturou minhas chatices... Você me ensinou coisas legais, me incentivou mostrando que eu assim como você iria me reerguer às injustiças. O que mais posso querer de você!

Aprendi a não vê "relacionamento como sinônimo de casamento" desde que priorizei me concentrar em coisas que eu queria mais, como por exemplo? Liberdade, felicidade plena, sem obrigações. O amor deve ser livre, principalmente livre de palpites alheios. Ninguém tem que achar nada de como vivo meu relacionamento, isso é problema exclusivo meu e dele. E isso inclui papai, mamãe, cunhados, titios, filhos, etc...

O amor é nobre, forte, sublime, incondicional, e deve ser vivido e sentido por duas pessoas que além de se amar, se respeitem e se aceitem. O restante? Que paguem um lugarzinho na arquibancada da vida e aprendam a aceitar as diferentes formas de amar e de ser feliz. Ou se preciso, pare em frente ao espelho e pergunte ao reflexo porque elas necessitam tanto de alguém dormindo todo dia ao seu lado para se sentirem amadas e felizes.

Então é isso. Minha intenção com esse texto é falar de loucura, e de forma de amar.

 

Na verdade o mundo anda cruel mais da conta, e eu não me conformo que ainda assim existam pessoas que não se compadeça do sofrimento dos verdadeiros seres castigados pela natureza, e ainda assim ao invés de agradecer pela sua vida, e da vida de quem ama, percam tempo se metendo na forma que as pessoas vivem, e pior, se sentem capacitadas a julgar e direcionar a vida alheia.

Vivam sua vida na plenitude. E quando estiver compulsivamente querendo "dar pitaco" na vida de outra pessoa, pare e pense nos que perderam suas famílias e casas soterrados pela natureza. Eles sim estão sofrendo e sem saber qual passo dá diante de tanta tragédia.

Faça uma boa ação, esqueça a vida alheia.

Eu sempre fiz isso, graças a Deus não tenho genética de fofoqueiros, desarmoniosos, nem de pessoas que vivem de inventar calúnias de pessoas que não conhecem. Mas, se você não foi tão privilegiado que eu:

Dê amor para si mesmo e para o mundo.

Permita que sua borboleta seja eterna e que suas asas permaneçam em outros corações.

Ame como os loucos, pois eu louca que sou, amo tanto que meu amor borbulha e transcende.

 

Até mais meus lindinhos.

Como meus leitores gostam, deixo mais uma música para vocês refletirem sobre o que escrevi.

Sempre emocionada por escrever com o coração.

Continuo crendo que amanhã será outro dia! Mais um dia que quero viver.

Eu, Izabel Cristina da Fonseca

 

Deixe seu comentário

 

Escrito e postado por Izabel Cristina da Fonseca, 15 de maio de 2010. (12.837)

 

 Voltar para o menu de Opções <----> Voltar para a Página Principal <---> Deixe sua Mensagem

  Desenvolvido por Izabel Cristina da Fonseca

    e-mail´s: izabelangra@gmail.com izabelangra@hotmail.com

    Tel.: (24) 9216.2033