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Doenças Sexualmente transmissíveis FEMININA

 

"Cruza-se o milênio e novamente o velho e conhecido tema das doenças sexualmente transmissíveis volta a preocupar profissionais da área da saúde no País. Faz-se urgente a mobilização de toda a sociedade para atuar na prevenção dessas doenças, auxiliando no repasse de informações e na mudança efetiva de comportamento, além do tratamento episódico. Fiquem atentas nas formas de transmissão, sobre o tratamento e, sobretudo, informações gerais sobre as principais doenças e sobre a prevenção."

"Antigamente, elas se chamavam doenças venéreas, isto é, doenças de Vênus, ou doenças do amor. Apesar do romântico nome genérico, a denominação de cada uma dessas doenças não era nada romântica, sífilis, gonorréia, cancro mole, etc... e em certos casos chegavam a matar. Até que vieram os antibióticos eficientes no combate a esses males, mudando assim o panorama. Então, podia até ser considerado prova de virilidade ter uma 'doença do mundo' ou 'doença feia'.... hoje denominadas de doenças sexualmente transmissíveis.

Curiosidades...

 

Como foi dito, na Antigüidade, as DSTs eram tidas como as doenças da deusa grega do amor, Vênus. Para se ter noção de como essas doenças acompanham a própria história e o desenvolvimento do homem, a gonorréia foi descrita em algumas passagens da Bíblia, muito embora sua causa só tenha sido conhecida no século XIX.

Algumas tumbas do Egito antigo apresentavam registros sobre a Sífilis. Sabe-se, ainda, que a rainha egípcia Cleópatra tentava se defender de doenças e da gravidez através do uso de artigos precursores dos preservativos.

 

Causas...

Os vírus são causadores de grande parte das DSTs, como condiloma, herpes genital, hepatite B e a infecção pelo HIV. Já as bactérias são as causas de doenças como a gonorréia, a clamídia, o cancro mole e a sífilis. Finalmente, algumas outras doenças, como a escabiose, tricomoníase e a infestação por piolho púbico são causadas por parasitas.

 

Formas de transmissão

As DSTs são transmitidas por meio de relações sexuais anais, vaginais e orais. Médicos alertam que as doenças podem ser transmitidas a partir do momento em que a pessoa se infecta, ou conforme o caso, mesmo depois que nenhum sintoma ou sinal possa ser percebido.

Especialistas alertam que secreções no pênis, ânus ou na vagina, sensação de ardência ao urinar, bolhas e úlceras nos genitais, dor na região pélvica ou abdominal, dor durante a relação sexual, são possíveis sintomas das doenças sexualmente transmissíveis. Assim, caso se apresente algum destes sintomas, deve-se interromper as relações sexuais e procurar um médico. Convém esclarecer que a cadeia de transmissão só se interrompe quando o portador da doença é tratado e passa a usar preservativos em todas as relações sexuais.

Existem DSTs como a sífilis e a hepatite B, e o HIV (AIDS) que podem ser transmitidas através de sangue infectado e por transmissão vertical (da mãe para o filho, durante a gestação, no parto, ou no aleitamento).

 

Herpes Genital

O herpes inicia-se com coceiras, seguidas de ardor nos órgãos genitais. Posteriormente, surgem pequenas bolhas, que estouram e se transformam em pequenas lesões dolorosas. Estas desaparecem espontaneamente, após um prazo aproximado de dez dias. Entretanto as lesões retornam, ciclicamente, sem tempo definido, principalmente se o portador tem uma baixa em seu sistema imunológico, que pode ser causada por estresse, desgastes emocionais ou físicos, exposição excessiva ao sol, alimentação inadequada. Médicos advertem que não existem remédios capazes de curar o herpes.

Clamidíase

Também conhecida como uretrite ou cervicite inespecífica e uretrite não-gonocócica, a Clamidíase é caracterizada por corrimento uretral escasso, translúcido e, geralmente, matutino. Pode, no entanto, ser reconhecida apenas pelo ardor uretral ou vaginal, muitas vezes o único sintoma. Raramente a secreção pode ser abundante e purulenta.

Tricomoníase

Doença causada por um protozoário e transmitida sexualmente, a Tricomoníase se localiza, na mulher, na vagina ou em partes internas do corpo e, no homem, só nas partes internas. Os principais sintomas são o corrimento amarelo-esverdeado, volumoso, com mau-cheiro, dor durante o ato sexual, ardência e dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. O tratamento deve ser para o casal.

Condiloma Acuminado

Causado pelo Papiloma Vírus Humano (HPV), pode se transmitir durante o de contato sexual, de qualquer espécie. São verrugas que crescem em torno dos órgãos genitais e ânus, geralmente indolores podendo causar coceira e, em alguns casos, sangramento. Esta doença é conhecida, popularmente, por Crista de Galo e, se não tratada, pode evoluir para cânceres, como os de útero, a partir das lesões que causam no colo do útero.

Candidíase

Segundo o Dr. Antônio Barbato, a Candida Albicans é uma das muitas espécies de fungos e a mais comum a provocar uma infecção genital. Habita além da mucosa vaginal, o estômago, intestino, pele e boca, causando corrimento branco e espesso, coceira e ardência. Sabe-se que algumas situações favorecem o surgimento da infecção: atividade sexual, alguns antibióticos, anticoncepcionais, a gravidez, a menopausa, desequilíbrios hormonais, situações de estresse, roupas sintéticas muito justas, etc.

De acordo com o Dr. Fábio Moherdaui, em uma última reunião em Genebra, em meados de 2000, o Comitê Internacional, assessor para assuntos relacionados às DSTs da OMS, definiu que a Candidíase não seria mais considerada uma DST, uma vez que em 98% das ocorrências, ela é causada por outros motivos que não os sexuais. A Candidíase é uma das doenças femininas mais comuns, sendo observada inclusive entre crianças e idosas.

Hepatite B

Doença que causa a infecção do fígado com o vírus da Hepatite do tipo B. O vírus pode ser transmitido pelo sangue, sêmen e secreções vaginais e, até, pela saliva. Os sintomas mais comuns, dentre outros, são: falta de apetite, febre, vômitos, náuseas, diarréia, icterícia, dores articulares. Convém destacar que a hepatite pode trazer uma série de conseqüências, como: a hepatite crônica, cirrose hepática, câncer do fígado, coma hepático e, até mesmo, a morte. Infelizmente, não existem remédios para combater diretamente o agente da doença. Todavia, pode-se tratar dos sintomas.

Especialistas indicam repouso domiciliar até que se finde o mal-estar, que poderá durar, em média, quatro semanas. Embora não se deva ingerir bebidas alcoólicas, não há nenhuma restrição alimentar.

Úlceras Genitais

Feridas que aparecem no local onde o agente causador da doença entrou no organismo (pênis, vagina, ânus, boca). As lesões possuem aspecto de pequenas bolhas de tamanho e duração variados, que podem ou não causar dor.

Médicos alertam que não é possível afirmar com segurança qual é a doença causadora das feridas. A sífilis, o herpes genital, o cancro mole, dentre outras, se apresentam desta maneira. Além disso, pode ocorrer a associação de mais de uma doença, ao mesmo tempo.

Cura

Excetuando-se as doenças causadas por vírus, pode-se dizer que as DSTs podem ser curadas. Contudo, caso não sejam tratadas rapidamente, podem causar danos aos órgãos sexuais, podendo, inclusive, levar à esterilidade, ao câncer, além de outras complicações orgânicas no cérebro e no coração, em situações mais sérias.

Prevenção

Segundo informações do psicólogo paulistano, Fernando Falabella Tavares de Lima que atua na área de prevenção às DSTs e à AIDS desde 1995, a melhor maneira de combater as doenças é através da prevenção. O caminho, segundo ele, é o trabalho de mudança de comportamento, que deve ser realizado em pequenos grupos, visando que os participantes deixem de lado condutas preconceituosas e passem a adotar práticas de sexo seguro. Para o psicólogo que já atuou em projetos da Secretaria Estadual da Educação e da Saúde e, atualmente, desenvolve trabalhos preventivos numa parceria do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC), "as ações preventivas devem começar com crianças, na infância, antes que a vida sexual adulta, pois é evidente que a sexualidade existe desde o nascimento, comece, de fato".

Especialistas da área de prevenção alertam para o fato de que as ações preventivas devem ser de toda a sociedade e não apenas do governo. "Projetos de prevenção, em geral, são de médio prazo. A sociedade é responsável como um todo. As escolas, os clubes, as empresas, os sindicatos profissionais, as igrejas, enfim, todos devem participar e promover treinamentos para agentes multiplicadores de informação. Estes, por sua vez, repassarão a informação e o próprio treinamento (as dinâmicas de grupo, os filmes, textos, etc.) para suas comunidades de base, e assim por diante", explica Marcelo Sodelli, mestre em Psicologia da Educação e membro do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia (NETPSI).

Há unanimidade em se afirmar que o uso do preservativo, em todas as relações sexuais, é o método mais eficiente no combate às DSTs.

De acordo com o epidemiologista Fábio, do MS, é essencial que, estando à frente de um portador de DST, o profissional - seja médico, assistente social ou mesmo jornalista - frise a importância de não apenas tratar o episódio da doença, mas modificar o comportamento de risco para evitar novas incorrências e a exposição à doenças mais sérias e mortais, como a AIDS e a Hepatite B.

Tratamento

O uso de cremes ou óvulos vaginais acompanhados de medicação via oral, em geral em dose única e, sempre que possível, para o casal devem resolver a maioria dos casos. Contudo, há situações em que outras medidas devem ser aplicadas como cauterizações e outros tratamentos químicos de "esfoliação" das mucosas atingidas.

Segundo informações do Ministério da Saúde, através da cartilha Doenças Sexualmente Transmissíveis - É preciso tratar, é preciso evitar, "Procure tratamento num Posto de Saúde e siga a recomendação do médico. O seu parceiro ou parceira também deve se tratar, senão um passa para o outro de novo. Não tome nem passe remédios por conta própria. Só um médico pode indicar o tratamento correto".

Novamente, segundo o psicólogo Fernando Falabella, o tratamento é fundamental, pois diminui os riscos de contaminação com outras DSTs e com o HIV, vírus da AIDS.


 

Nossa força esta dentro de nós!

Nunca é tarde para recomeçar. Busque sua essência e força na peruca!

 

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Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 13 de março de 2009. (5583)

 

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