Pelo Olhar de uma Baiana

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O lado mãe dessa Baiana

Ser Mãe, Missão quase que Impossível

 

Nunca fui chegada a presentes em datas especiais. Sempre gostei dos presentes inusitados, aqueles que me pegavam literalmente de surpresa.

Na verdade sempre gostei de me certificar de que fui lembrada.

 

Nunca fiz questão de coisas caras. Sempre admirei a criatividade. Gosto de coisas úteis, de bobagens que preenchem meu dia-a-dia. Não gosto de guardar nada para ocasião certa.

Eu sempre fui uma mulher de criar ocasiões.

 

Sou uma mulher básica, tenho meu próprio estilo, adoro arte, música, artesanato, criação. Gosto de  exclusividade, e penso que até nesse sentido sou a favor do nascimento.

Lembro que sempre tive dificuldade em vender as coisas que confecciono. Prefiro criar e presentear. Uma vez vendi um quadro e até hoje penso nele. Ridículo mais real.

 

Lembro quando as minhas filhas eram pequenas, elas sempre me presenteavam com presentes comprados pelo pai delas. Mas confesso que quando elas cresceram e compraram meu presente com seu próprio dinheiro a emoção foi diferente. Para mim representou a liberdade de escolha. O poder de realização.

 

Mas o que é ser mãe para mim???

 

Meus leitores, eu fui mãe tão cedo que ser mãe faz parte da minha vida. Meus filhos são parte do meu corpo. Estão no meu dia-a-dia. Um dia escrevi sobre a emoção de ser mãe. E hoje vou publicar aqui... vamos lá...

 

O significado de ser mãe pra mim é único. Porém,  o relacionamento de mãe e filho pra mim tem que haver respeito.

 

Para mim ser mãe é muito mais que gravidez, parto.....

Ser mãe de verdade pra mim começa na amamentação, é quando você literalmente alimenta sua cria, ali é o primeiro convívio de uma mãe com seu filho, e aí começa uma longa jornada.

 

Mas hoje eu sei que ser mãe é mesmo uma parceria, é companheirismo, é aceitação.

 

Ser mãe é sinônimo de coragem, e pra ser mãe tem que ser leoa, ser braba, ser macha, porque defender um filho pra mim é honra, é tudo.

 

Pra mim filho meu não tem defeitos, são os melhores do mundo, são os mais lindos, são tudo, só isso tudo!... E tudo pra mim é pouco junto deles... Se mete?

 

Eu sou uma mãe brigona, brigo com meus filhos até demais, falo os defeitos deles, sei o defeito de cada um, mas é aquilo... eu procuro ensinar pra eles o que sei que só a vida ensina. Tem coisas que meu desejo era poupá-los de passarem, mas, ao mesmo tempo eu sei que eles não vão me ouvir e vão acabar passando, é fato real, não tem jeito, mas eu procuro estar de plantão para amenizar as decepções, as quedas e os sofrimentos deles.

 

Eu sou uma mãe que choro só em ver meus filhos chorando, até mesmo com os olhos cheios de lágrimas... choro quando eles tomam uma decisão que no fundo eu sei que foi o pior pra eles, e eu acho isso legal, faz parte de um elo, e também outra coisa que acho muito legal é eles não serem perfeitos, acho bem humano mesmo, bem de verdade, bem real, e convivo com suas imperfeições numa boa para que eles também aprendam a conviver com as minhas imperfeições, porque também não sou perfeita, e também acho legal ter minhas várias imperfeições.

 

Uma coisa interessante é que eu fui mãe com 14 anos, e eu tinha um desejo que ver minhas filhas crescerem, perderem a ingenuidade, serem gente grande, e hoje, aos 43 anos, olho para meu filho de 11 anos e meus netos, a menina com 9 anos e o menino com 1 ano, curtindo muito mais o momento deles, sem aquela ansiedade de vê-los crescer.

E digo mais, hoje sinceramente se pudesse escolher não queria que eles crescessem, eu queria mesmo é tê-los ao meu alcance por toda a minha vida, porque aprendi que filhos depois que crescem a gente acaba perdendo o controle deles, e isso faz parte, não posso prendê-los, eles tem que sair mesmo, viver, aprender, apanhar, bater, etc...

 

Um dia ouvi da mãe de uma amiga que, a vida é da cor de que a gente pintava, então cabia a cada um de nós transformarmos nossas suas vidas em um arco-iris.

A verdade é que eu amo meus filhos e que tenho a mais pura convicção que sou correspondida pois, nada poderá apagar o brilho dos nossos olhos quando estamos juntos.

Por incrível que pareça, sou tanto meus filhos, que as vezes sinto saudade de mim.

 

Hoje tenho consciência do meu papel de mãe. Procuro ser uma mãe presente, com mais virtudes que defeitos, e às vezes penso que estou em caminhos certos, o que me dá a sensação de missão cumprida.

 

  

Mande esse link para uma pessoa especial: www.jacuecangaindependente.com/ji-pob-diam.htm

 

Escrito e postado por Izabel Cristina da Fonseca, 9 de maio de 2009. (6872)

 

 

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