Pelo Olhar de uma Baiana

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Aprendizado da Psicanálise

Sou aquariana, baiana, esotérica, mãe, avó, brigona, marrenta, séria no trabalho, palhaça na vida, distraída, muito corajosa, tenho 44 anos, gordinha por opção... Sou amiga pra caramba, sincera, prestativa, tenho sentido de preocupação constante, às vezes muito bruta, porém sou leal e fiel. Adoro música desde que estava no ventre de minha mãe. Sou 50% irreverente e 50% sapeca. Faço caridade, porém tenho dificuldade de perdoar, e uma facilidade enorme (se preciso) de demonstrar arrependimento por alguma atitude impensada sem constrangimento.

Tenho mania de fazer justiça sem me preocupar com as conseqüências. E tenho consciência que ser desconfiada, impulsiva e tagarela não são os meus únicos defeitos. O pior pra mim, o qual não tenho controle é defender a verdade em um mundo viciado em mentir.

Busco o autoconhecimento pessoal e espiritual, tudo em busca da evolução da humanidade.

Sou aquela que sempre acha que ainda tenho muito a fazer na vida das pessoas.

Meu desafio?  Voltar ao médico!


Nasci com o dom de prosseguir e de encarar as adversidades, porém um dia me olhei no espelho e me perguntei:

Para que lutaste tanto Izabel?

Tens trabalho, és respeitada, obteve o reconhecimento, nada te falta, és uma mãe exemplar, um orgulho para sua família, mas... o que fará com tudo que conquistastes se ao olhar no espelho o que vê é essa imagem patética de alguém que nada fez para buscar sua felicidade?

Tu brigas, és guerreira, defende a todos, ajuda quem nem conhece e o que faz por você? Esquecestes que és uma mulher? Até quando irás viver de competir, queres chegar ao pico de qual montanha? Relaxa mulher! Vive mais, olhe ao redor e seja feliz, pois não podes mais viver só em fazer a felicidade dos outros.

Eu passava pela segunda crise depressiva, e dessa vez com síndrome de pânico. Vivia em uma casa enorme porém trancada o dia todo. Eu tinha medo. Isso mesmo, medo. Um jardim bonito, cercado por cercas vivas, e até na varanda eu não ficava mais pois na minha cabeça havia alguém me observando.

Deixando até de ouvir música pois tinha medo de entrar alguém, os cachorros latirem e eu não ouvi.

Minha casa era um silêncio.

Nessa época eu gerenciava um estaleiro (Zemar), e perdi a vontade de trabalhar, pois não via sentido eu ali sendo vista como uma líder e completamente debilitada emocionalmente. Eu vivia aérea, e meu raciocínio estava lento.

Um dia tomei a decisão de me afastar do trabalho (o que foi um caos), eu ficava em casa administrando tudo e sempre apreensiva. Minha filha me ligava do trabalho várias vezes para saber como eu estava.

Minha babá, forma carinhosa de chamar minha secretária particular me tratava como uma verdadeira filha. Chamava-se Ana, era evangélica e colocava louvor para eu ouvir o que me fazia chorar muito. E era ela me mandava e me ajudava a tomar banho, me convidava para passearmos pela rua, e por muitas vezes me orava chorando.

Foi um duro período, eu lembrava das perdas que tive na vida e que a labuta diária não permitiu que eu sofresse.

Ali estava eu vendo o filme da minha vida na minha mente e sem entender o que estava me acontecendo.

Decidi fazer psicanálise visto que os antidepressivos não conseguiam me tirar do buraco que eu entrei, muito menos medicar minhas dores internas.

Quando tomei essa decisão, fiz isso por minha família. Dei conta que não era só eu quem estava morrendo aos poucos. Minha família estava por um fio. Cada um começava a deixar de viver para cuidar de mim. Eles faziam um plantão entre eles, e quando os “adultos” estavam ocupados deixavam meu filho com 8 anos e minha neta com 6 em casa comigo.

Com a psicanálise redescobri minhas capacidades, comecei a vencer o medo, a insegurança que me travavam dentro da minha toca. Voltei a me respeitar, a acreditar em mim, e dei o primeiro passo para a vida. Desta vez de cabeça erguida.

Através da Psicanálise, comecei a descobri onde estava guardada tanta mágoa. Descobri também que a paranormalidade já era reconhecida pela Psicanálise como “Altas Habilidades”, e fui em rumo a um teste de Paranormalidade. Ali descobri a chave da porta de saída.

Hoje após 4 anos de Psicanálise, descobri a Parapsicologia (que utiliza o método Grisa) e a um mês estou entendendo sobre o meu poder, e aprendendo como lidar com minha força.

Na verdade meus leitores, todos nós temos o poder. É isso mesmo! Todos nós temos. E quando ganhamos a consciência desse poder, as forças do Universo trabalham a nosso favor e tudo caminha bem.

Hoje sei que vivia dividida em relação aos meus sentimentos. E vivia meu subconsciente ao invés do meu consciente. Com isso uma parte de mim caminhava (quando eu ajudava e pensava mais nos outros que em mim mesma) e a outra ficava para trás (a parte de continuar pensando nos outros, porém não esquecendo de priorizar meus objetivos e ideais).

Eu tinha hábito de viver o problema alheio, doando minha energia para aquela pessoa que eu achava que estava precisando. Eu não sabia focar em mim primeiro a energia, para ai sim poder doar um pouco dela.

Eu me sentia vaidosa quando sentia que a pessoa que me procurava saía energizada, feliz, leve, mas não pensava que naquele instante eu transferia minha força para essa pessoa. E assim fui me debilitando espiritualmente enquanto pensava esta me fortalecendo.

Sabe a frase que mais ouvi na vida? "Se você me amar, serei feliz".

Hoje eu tenho consciência que isso é uma mentira, afinal como alguém pode ser amado se não se ama de verdade a ponto de precisar sentir o amor do outro para ser feliz? Amor é uma conquista, amor é mérito. Amor é cuidados, preocupações, presença, mas acima de tudo ser amado é querer ser amado. É decidir abrir a porta do coração.

Outra frase que ouvi muito: “Me sentirei feliz quando me sentir aceita”.

Hoje eu tenho consciência que só quando nos aceitamos é que realmente conseguiremos ser felizes.

Meus leitores, nós vivemos com o que temos. Nossas emoções, sentimentos, cabeça, é apenas nossa, e não de ninguém.

50% das pessoas que conheci passavam a maior parte da vida se submetendo à aprovação e ao apoio de alguém. E incorporavam um personagem qualquer, e com essa atitude sacrificava seu próprio espírito.

Eu Izabel casei com 13 anos, sendo mãe aos 14. Vivi 8 anos com meu primeiro marido e apanhava dele praticamente 3 vezes por semana, inclusive grávida. Comecei a trabalhar com 16 anos, no Banco Econômico PROCESSA – (Central de Processamento de Dados), e tinha noites que eu passava em claro com ele completamente desorientado quebrando a casa, gritando comigo, e me agredindo com palavras, empurrões, tapas e ameaças. No entanto, no outro dia, eu acordava me arrumava e saía na rua de cabeça erguida. Mesmo sentindo o olhar de piedade dos meus vizinhos eu ia para meu trabalho fazendo questão de dar um “bom dia” para cada um deles. Eu Izabel, aprendi desde cedo que quanto mais poder eu desse à fofoca, mais ela cresceria. Quanto mais poder eu desse às críticas ou às perdas, mais elas ocorriam. Portanto se eu desse poder aos outros, estaria me enfraquecendo, pois as pessoas diziam se sentir penalizadas por mim, porém ninguém tinha a atitude de interceder por mim na hora da briga.

Portanto, eu não era menor que ninguém, e só eu poderia mudar minha situação. Mais ninguém.

 

Aprendi com a Psicanálise que eu deixei de me respeitar quando priorizei os outros mais que a mim. Quando parei para achar que eu poderia mudar meu primeiro marido. Quando eu perdi noites fazendo oração por outras pessoas esquecendo de orar por mim... Quando cheguei ao ponto de trabalhar das 7:00 as 1:00 da madrugada (acumulando três turnos) para não entrar na justiça por pensão alimentícia, pois defendia que não seria um Juiz que deveria dizer ao meu ex-marido que ele tinha obrigações com minhas filhas... Quando abri mão de todos os meus direitos por me sentir capaz de recomeçar do zero...

E foram tantos passos errados, tantas imprudências, tantas renúncias, e mesmo eu prosseguindo e lutando com todas as forças, eu me achava uma grande mulher sem ao menos notar que eu estava me mutilando com apenas 21 anos.

As dificuldades, o cansaço mental e espiritual, trouxeram conflitos internos, e quando eu finalmente fui exaltada por todos para mim o preço pago por chegar ao ápice da minha vida tinha sido minha própria vida.

Minhas filhas cresceram mulheres de verdade, guerreiras como eu, e eu vi ali minha história se repetindo. A minha cadeia sucessória estava pronta, e caiu sobre mim o medo de vê-las no futuro, mulheres em evidência porém olhando seu reflexo no espelho e se perguntando: valeu a pena???

Hoje sei que, sem dúvida nenhuma, a mola mestre para eu ser quem sou hoje foi a importância que priorizei para mim. Admito até que pode não ter sido as certas, mas sei que graças a meus objetivos, meus sentimentos, e minha verdade, sobrevivi a tudo e todos.

Finalizo dizendo que: Com a Parapsicologia estou revertendo tudo isso.

Não importa se as pessoas te criticam ou te elogiam. O que importa é você para você! Só você é capaz de sentir o tamanho da sua dor. Eu descobri que sou capaz de tudo. E enquanto não tive consciência do meu próprio poder, eu temia não dar conta, e acabar sofrendo e fazendo com que as pessoas que viviam do meu sorriso sofressem.

Eu acordei. Estou recuperando minha lucidez espiritual e me libertando definitivamente das imposições morais. Afinal, sem querer entrei no fundo de um poço me arriscando, jogando tudo para cima, desde o emprego, minha própria vida e convicções... tudo para tentar resgatar alguém que havia estendido a mão, e eu me sentia capaz e na obrigação de ajudar.

Assim, como insana que sou, me tornei pequena e submissa aos olhos do mundo.

Meu conselho é:

Jogue fora tudo que te deixa fraco, culpado, resistindo ao seu anseio de vitória.

É difícil demais, porém se você não investir em si mesmo, quem o fará?

Não há ninguém maior que você!

Dê apoio integral a si mesmo e sinta as mudanças acontecerem na sua vida.

Afinal, quando nós estamos no nosso poder, ninguém será capaz de nos abalar.

Até mais.

Continuo sem mágoas.

Sempre emocionada por escrever com o coração.

Beijos

Continuo crendo que amanhã será outro dia! Mais um dia que quero viver.

Eu, Izabel Cristina da Fonseca

 

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Escrito e postado em 22 de maio de 2010. (12.915)

 

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