|

Você é a visita número
dessa página. Obrigado!
BAIANO QUE É BAIANO....
-
Baiano que é
baiano fala palavrão a cada dez palavras. Na
Bahia, palavrão é tudo, menos a porra
impropriamente dita Brasil afora, ops, Brasil
adentro. Como diz o 'embaixador' Renato
Fechine (um paraibano que abaianou de vez),
porra na Bahia é adjetivo, substantivo,
interjeição, adjunto adnominal e advérbio de
modo, de tempo, de lugar, de intensidade.. da
porra toda. "O cara mora na casa da porra" =
mora longe. Que é a mesma coisa, ou seja, mora
longe pra caramba.
-
Baiano que é
baiano agüenta comer pelo menos dois acarajés
sem passar mal... Se você não sabe, acarajé é
hambúrguer de baiano.
-
Baiano que é
baiano chama as amigas de "ordinárias" e elas
não se incomodam, não se sentem ofendidas - ao
contrário, sabem que é um tratamento
carinhoso.
-
Na Bahia,
você olha para sua amiga (seja ela pretinha,
branquela, loira ou morena) e a chama de "nigrinha"
e ela acha o máximo.
-
Baiano não
admite fulerage pu seu lado. Traduzindo: não
gosta de cheiro mole. Oxente, não entendeu?
Ah, você precisa se matricular num curso de
baianês.
Pegar ou bater
um rango e filar a bóia significam a mesma
coisa, ou seja, almoçar, comer, matar quem tá te
matando.
-
Baiano que é
baiano não bebe. Come água. Fica em águas.
"Ontem Fulano estava em água dura". Tradução:
estava trêbado, pra lá de Maracangalha. - O
baiano, quando chama um brother pra beber,
fala: "Rumbora cumê água".
-
Todo baiano
chama Graça de Gal, Wagner de Wal, Gilberto de
Gil, Izabel de Bel...
-
Marcelo, é
Macelo (engolimos o "r"). Sérgio é Sejo,
terça-feira é têça-fêra; bar é bá e cerveja é
ceveja.
-
Baiano que é
baiano engole a letra "d" do gerúndio: - Qué
qui cê ta FAZENO? - Eu tô DURMINO... Caminhano
e cantano e seguino o trio elétrico....
-
Numa roda de
baianos e baianas, quando alguém chega após
ter tomado banho, alguém sempre diz: "Ó pai,
chegou toda tomada banho". Traduzindo: "Ela
chegou limpinha, cheirosinha".
-
Baiano que é
baiano sabe o significado da frase: "O cara
tava mais enfeitado que jegue na Lavagem do
Bonfim". Ou seja, usava excessivo número de
adereços e enfeites.
-
Baiano sabe
que brown [bráun] não é a forma carinhosa de
chamar Carlinhos Brown, o omelete-man. Brown é
adjetivo de pessoa brega-espalhafatosa-cafona.
– Exemplo? O motorista que põe mil adesivos no
carro, o cara cheio de colares de prata e
pulseiras. "Que cara mais brown!"
-
Baiano que é
baiano sabe o que é "lavar a jega". É se dar
bem, levar vantagem, lavar a égua, lavar a
burra.
-
Todo baiano
sabe que jante não tem nada a ver com o verbo
jantar. Na Bahia, jante significa aro de pneu
- "Rodar na jante", no sentido denotativo
baiano, é o carro rodar com o pneu vazio ou
furado. Mas, na putaria, rodar na jante é
transar sem camisinha.
-
Baiano que é
baiano sabe o que é nestante. É "nesse" +
"instante" = daqui a pouco.
-
Baiano fala
pra semana (na próxima semana), parumês (no
próximo mês) e paruano (no próximo ano). "Paruano
sai milhó", diz o dono do bloco de carnaval.
-
Só baiano
sabe o que é falar "de hoje a oito". "Meu
aniversário é de hoje a oito", ou seja, é
daqui sete dias.
-
Baiano que é
baiano fala horas de relógio. "Fiquei duas
horas de relógio esperando aquele filadaputa".
Em geral, fala-se "horas de relógio" quando
se quer enfatizar atraso, demora.
-
Baiano é
convidado para um aniversário e leva uma renca
de amigos (renca = muitos, uma catrupia, muita
gente).
-
Baiano fala
na moral em vez de por favor... "Pega isso aí
pra mim, na moral".
-
Baiano vive
dizendo que Sergipe é o quintal da Bahia... E
o sergipano adora a Bahia e os baianos. O
baiano de Salvador parece não querer ser
nordestino e esculhamba o sotaque de
sergipanos, alagoanos, pernambucanos,
potiguares, paraibanos... (não deveria ser
assim, mas é, infelizmente).
-
Baiano chama
ônibus de humilhante e taxista de taquicêro.
-
Baiano acha
legal quando dizem que ele é "retado"; "boca
de zero nove" ou "um pinico cheio"... Ê baiano
porreta!
-
O baiano,
quando tá indo embora, não diz "tô indo"; ele
diz "tô chegando". Não vai embora, se pica.
"Vou me picar" significa "vou cair fora".
-
Na Bahia, é
comum você tratar um amigo, um colega ou um
desconhecido de "pai". Se for mulher, "mãe".
"Venha, pai". "Venha, mãe".
-
Também é
comum tratar um desconhecido como "maluco",
mas é uma forma carinhosa. "Vai, maluco".
-
Quando se
diz "A reunião não teve um pé de pessoa", se
quer dizer que a reunião não teve ninguém.
-
"Colé a de
mermo?", pergunta um baiano ("qual é a boa?").
E o outro responde: "É niúma" (significa "tudo
bem").
-
Baiano não
usa o termo arretado, que é uma invenção dos
outros. Baiano fala "retado". - Raul Seixas
canta uma música que diz: "Não planto capim
guiné pra boi abanar rabo/ Tô virado no diabo/
eu tô retado com você. Tá vendo tudo e fica aí
parado/ Com cara de veado/ Que viu o
caxinguelê". "Tô retado" significa "tô
zangado". - Mas retado também exerce a função
de superlativo: "É bonito que é retado" [é
muito bonito]. "O cara é retado de feio" [é
muito feio].
Quando se diz "Ele é um cara retado",
significa, "é boa praça".
-
A Bahia é o
único estado que começa com B - de Brasil.
-
O mapa da
Bahia é quase igual ao do Brasil, você já viu?
-
A Bahia tem
a maior costa marítima do País, você sabia?
-
A Bahia faz
divisa com oitos estados (do Norte, Nordeste,
Sudeste e Centro-Oeste).
-
Salvador é a
terceira cidade mais populosa do país, você
sabe? – (Não, nem os soteropolitanos sabem
disso.)
-
De acordo
com um magérrimo satirista baiano, chamado
Gordurinha, um baiano é uma coisa divertida;
dois baianos, uma boa pedida; três baianos,
uma conversa comprida; quatro baianos, um
discurso na avenida. Ééééé.
-
Diz-se,
também, o seguinte:
1 baiano = um escritor famoso
2 baianos = uma luta de capoeira
3 baianos = um grupo de axé
4 baianos = um terreiro de candomblé
Mande esse link para uma pessoa especial:
www.jacuecangaindependente.com/ji-fb-bqb.htm
E-mail enviado por
Sérvio Túlio. Texto escrito por Marcelo Torres,
jornalista, baiano, cronista e torcedor do
Vitória (alguns trechos deste texto são de
autoria anônima, extraídos de mensagens
recebidas pelo cronista)
Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 20
de abril de 2009. (6554)

|