Ração humana: atenção ao
fazer a sua em casa!
Confira os cuidados
que você deve ter ao preparar o composto de
fibras
Ração humana: se for
fazer a sua em casa, fique atento a essas
dicas
Verão é sinônimo de calor
e corpo à mostra, e ninguém quer desfilar os
pneuzinhos por aí. Na busca por resultados
rápidos, a ração humana, composta de
linhaça, gérmem de trigo, aveia e outros
alimentos ricos em fibras, virou febre com a
promessa de emagrecer em pouco tempo.
Segundo a nutricionista
Lara Natacci, da Nutrivitta Assessoria
Nutricional, de São Paulo, o composto pode
auxiliar na redução de peso, já que absorve
água e aumenta de volume, aumentando também
a sensação de saciedade.
“Dessa forma, a pessoa
passa a comer uma quantidade menor. Além
disso, a grande quantidade de fibras
estimula o funcionamento intestinal e capta
o excesso de colesterol e glicose”, relata.
Pessoas com alimentação
pobre em fibras podem sentir essa sensação
mais facilmente quando começam a fazer uso
da ração, afirma a nutricionista Helena M.
Simonard Loureiro, diretora do departamento
de Nutrição e Gastronomia da Pontifica
Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
“Mas é preciso lembrar
que emagrecer depende de diversos fatores
como idade, tipo de alimentação, tipo de
vida, metabolismo, entre outros. A
reeducação alimentar e a prática regular de
atividade física são fundamentais para que
esse alimento ajude no processo de
emagrecimento”, frisa.
Vale salientar que a
ração humana é um complemento alimentar que
não deve substituir uma grande refeição,
como o almoço ou o jantar. A ingestão diária
do produto não deve ultrapassar duas
colheres de chá, o equivalente a 20 gramas,
e a melhor forma de ingeri-la é entre as
refeições, com leite ou iogurte no café da
tarde, por exemplo, como o Delas já mostrou
em matéria publicada no dia 15/12 (Ração
humana: mix de fibras promete enxugar
gordurinhas)
Produção caseira
A ração pode ser comprada
pronta em lojas especializadas em produtos
naturais e custa em torno de R$20, mas é
possível preparar o composto em casa,
gastando metade do valor da versão
industrializada. No entanto, quem fizer essa
opção, deve prestar atenção em alguns pontos
importantes como local onde o ingrediente
foi adquirido, prazo de validade de cada
item e o armazenamento do produto.
“Observe se o local onde
for comprar os ingredientes é limpo, isso é
muito importante. Depois, como serão
misturados muitos ingredientes diferentes,
considere o menor prazo de validade entre
eles. Não consuma o composto se um dos
ingredientes estiver vencido, porque o
produto é feito a base de grãos que podem
desenvolver fungos”, alerta Helena Loureiro.
Para conservá-lo adequadamente, coloque-o em
um recipiente fechado e escuro e guarde-o na
geladeira.
Apesar de ser um produto
natural, a ração humana pode ser
contra-indicada em alguns casos. “Pacientes
com distúrbios gastrointestinais onde o
consumo de alimentos ricos em fibras precisa
ser reduzido devem evitá-la”, alerta Lara
Natacci. A nutricionista Bruna Murta, da
rede de lojas Mundo Verde, que vende o
produto, não recomenda a ração a diabéticos,
já que a fórmula original contém açúcar
mascavo, e nem a pessoas ansiosas, devido à
presença de guaraná em pó. Pessoas com
prisão de ventre, por exemplo, também
precisam ficar atentas. “O ideal é consultar
uma nutricionista para avaliar cada caso,
ver o que ela pode ou não consumir, e
prescrever uma receita específica para
aquela pessoa. É preciso analisar a
quantidade de fibras consumidas por dia e
ver se está dentro da recomendação da
Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de
até 35gramas por dia”, aconselha Helena
Loureiro.
Para fazer a ração humana em
casa, siga a receita:
- 250 g de fibra de
trigo
- 125 g de leite de soja em pó
- 125 g de linhaça marrom
- 100 g de açúcar mascavo
- 100 g de aveia em flocos
- 100 g de gergelim com casca
- 75 g de gérmen de trigo
- 50 g de gelatina sem sabor comprada em
casa de produtos naturais
- 25 g de guaraná em pó
- 25 g de levedo de cerveja
- 25 g de cacau em pó.
Bata no
liquidificador ou no processador primeiro
as sementes maiores, em seguida as menores
e por último os demais ingredientes.
Fonte:
Chris Bertelli, iG São Paulo | 16/01/2010
08:40
Postado por Izabel
Cristina da Fonseca, em 25 de janeiro de
2010 - (0068)