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Estresse infantil diário: pesquisa aponta urgência na prevenção desse mal contemporâneo

Pesquisadores da Universidade de Málaga, Espanha, criaram um método chamado “Inventário de Estressores Diários” (IIEC, sigla em espanhol), que visa ajudar a reconhecer crianças em idade escolar que sofram de estresse infantil diário. De acordo com os especialistas, preocupações como aparência física, ter muitas atividades extra-curriculares e ficar sozinho durante muito tempo em casa são alguns dos fatores que aumentam o risco das crianças sofrerem com o estresse.

“O inventário deixa claro a necessidade de ferramentas específicas que deem conta de medir o estresse diário entre as crianças”, diz Maria Trianes, autora principal do estudo que resultou no desenvolvimento do IIEC, e que foi publicado no periódico científico espanhol Psicothema. O IIEC lista 25 situações diárias e foca os dados relativos a saúde, escola, família e relacionamentos com outras crianças. Pais e professores também participam da avaliação, apontando suas próprias observações sobre as crianças. Soma-se a isso análises de indicadores hormonais (níveis de cortizol ao despertar pela manhã) o que ajuda a acompanhar mudanças emocionais diárias.

“O IIEC pode apresentar informações valiosas para o desenvolvimento de técnicas de intervenção psicoeducadionais e que contribuam para melhorar a interação durante o período escolar, encorajando as crianças a desenvolver maneiras de gerenciar o estresse diário a que estão expostas”, afirmam os pesquisadores.

Pouca atenção para o problema

O estudo acompanhou mais de mil crianças com idade entre 8 e 12 anos de diversos níveis sócio-econômicos. “São poucos os estudos sobre estresse infantil diário ou que procurem entender a dinâmica desses grupos específicos de crianças e adolescentes”, diz Trianes.

O estresse infantil diário tem sido uma área que começou a ser estudada a pouco mais de 20 anos. Os especialistas afirmam que o estresse leva crianças e adolescentes a desenvolver sintomas de depressão, ansiedade, transtornos do sono e alimentares, levando ao desenvolvimento de comportamentos desequilibrados e que se refletem no desempenho acadêmico. Além de tudo isso, há também diversas consequências para a saúde física.

“A prevenção e o tratamento efetivo desse tipo de estresse com certeza terá impacto positivo na saúde mental e no desenvolvimento pessoal durante a infância e adolescência”, conclue Trianes.

 

Fonte: Enviado por enio rodrigo em 25/01/2010 (10:00) em Notícias

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, em 26 de janeiro de 2010 - (0078)

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