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Compartilhando Informação

 

Dicas para aos Consumidores

Descaso com o consumidor

Para quem já conhece a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não foi nenhuma novidade que tenha decidido em favor das empresas ao determinar que as operadoras de TV por assinatura podem continuar cobrando pelo ponto extra, na forma de aluguel do decodificador. A agência demorou dois anos para decidir que continua tudo igual, só muda o nome. E esclareceu que as empresas continuam proibidas de cobrar pela programação no ponto adicional. O consumidor sempre é tratado com descaso por essa agência. Agora mesmo na decisão do desbloqueio gratuito do celular porque não decidir que os aparelhos já saiam da loja desbloqueados?

 

Mais consumidor virtual no mercado

Levantamento da consultoria e-bit estima que haverá 23 milhões de consumidores virtuais no mercado brasileiro até o final deste ano. As classes C e D estão impulsionando as vendas pela Internet, pois representam 60% dos novos consumidores virtuais. É muito importante orientar esse novo consumidor sobre os cuidados na compra na rede para que não caia em golpes e realmente saiba aproveitar a comodidade de comprar sem sair de casa. A entrega com atraso ainda é o grande motivo de queixa do consumidor, pois 21% das compras chegaram fora do prazo, segundo mostrou a pesquisa. O problema é maior na região Nordeste onde só 73% das compras chegaram ao destino no prazo combinado. O grande entrave para maior desenvolvimento do comércio online é a falta de infraestrutura de banda larga. O acesso rápido é uma necessidade porque há muitos sites que são desenvolvidos com imagens pesadas e softwares específicos.

 

Estacionamento é responsável

Aquele aviso que os estacionamentos mantêm de que não se responsabilizam por pertences deixados dentro dos veículos com base no Código de defesa do Consumidor já não valia nada, e agora piorou. Entrou em vigor dia 15 de março a lei estadual 13872 de São Paulo, que reitera a responsabilidade dos estabelecimentos pela guarda do veículo, e tudo que estiver dentro. Mas uma questão que fica em aberto é quem fiscaliza para garantir a segurança dos estacionamentos?

 

A dor de cabeça do carro novo com defeito

Nesta segunda-feira comemora se o Dia mundial do consumidor e em setembro completará 20 anos de sanção do Código de Defesa do Consumidor. A lei realmente é respeitada? Lógico que houve inúmeros avanços, mas há setores que até hoje relutam em atender o que deveria fazer parte da rotina do mercado. Basta ver as listas de reclamações das entidades de defesa do consumidor em que serviços de telecomunicações e financeiros lideram.  Para trocar um carro novo com defeito que persiste, por exemplo, o consumidor ainda é obrigado a recorrer à justiça. E veja que o CDC é claro quanto à obrigação da troca, se o produto continuar a  apresentar o mesmo  defeito  depois de ter sido levado para a assistência técnica. As concessionárias vão empurrando o problema com a barriga obrigando o consumidor a levar o carro várias vezes para conserto.  Recentemente, por exemplo, uma montadora foi condenada  pela justiça mineira a dar um carro novo ao consumidor,  pois o veículo zero  comprado em setembro de 2009 apresentou defeitos duas vezes em menos de três meses de uso.

 

Recall demorado

Minha dúvida é porque demorou tanto para o Ministério da Justiça multar a Fiat e obrigá-la a fazer recall do modelo Stilo, se há anos foi constatado o problema das rodas traseiras que causou mortes por conta de defeitos? Há pelo menos dois anos havia indícios de acidente de consumo, o que exigiria a convocação ágil de um recall, evitando que outros consumidores fossem lesados. O resultado é que durante a longa investigação foram noticiados cerca de 30 acidentes. A montadora negou a existência de defeito e não realizou recall, colocando em risco a saúde e segurança dos mais de 10 mil consumidores que adquiriram tais modelos. Agora terá que fazer a substituição dos cubos das rodas traseiras por cubos fabricados em aço forjado.

 

As consumidoras

O Dia Internacional da Mulher antecede em uma semana o Dia Internacional do Consumidor. Coincidência bem-vinda, pois as mulheres são, em muitas famílias, as responsáveis pelo orçamento doméstico, pela comparação de preços de produtos e até pela reclamação aos órgãos de defesa do consumidor, quando seus direitos são solapados. Parabéns a todas as brasileiras – aqui nascidas ou que escolheram este país para viver –, por sua dedicação ao trabalho, à família, aos amigos e às ações de cidadania. Que as mulheres continuem galgando postos nas empresas, nas instituições, nos governos, mas, acima de tudo, que recebamos o respeito que merecemos, como cidadãs, consumidoras, eleitoras e contribuintes.

 

A força das rede sociais

No ano em que o Código de Defesa do Consumidor completa duas décadas e metade da população brasileira navegará na web, as empresas estão tendo de se virar para acompanhar a velocidade com que o consumidor busca informações antes de consumir. Mesmo que as companhias não abram canais de relacionamento em redes sociais, elas estão inseridas nelas mesmo que desconheçam ou não queiram, por meio de comentários das experiências dos consumidores com as marcas e a crescente infiltração da internet na população brasileira. Os impactos disso no comportamento do consumidor foram discutidos no evento Mídia Digital  que discutiu o futuro dos meios eletrônicos para as empresas. Promovido pela Associação Comercial de São Paulo foi mostrado no evento que 88% dos consumidores buscam informações antes de comprar e 43% recomendam produtos. Ou as empresas se preparam ou terão que correr atrás do prejuízo.

 

Receitalândia

O supervisor nacional do programa do Imposto de Renda, Joaquim Adir, descobriu algo maravilhoso para todos os brasileiros: nós temos saúde e educação de alta qualidade. Logo, não precisamos pagar escolas particulares nem planos de saúde privados. Ao menos é o que se depreende de matéria publicada neste domingo, em O Globo, na qual ele explica por que a classe média brasileira é a segunda mais tributada na América do Sul (lá, 27%, aqui, 22,5%): “A carga tributária no Brasil é necessária para que o país cumpra seu compromisso com a saúde e a educação. Para desenvolver um país é necessário que a sociedade como um todo arque com os custos”. Prezado senhor Adir, nós não temos saúde nem educação públicas de qualidade. Aliás, são das piores do mundo. Tomamos bomba em todos os estudos internacionais sobre conhecimento dos alunos. Pessoas morrem nas filas e nos corredores dos hospitais. Há uma epidemia de dengue, doença do atraso, em contraponto ao ‘desenvolvimento’ que o senhor apontou. Somos ralados pelo IR para bancar um estado gastador, malversador de dinheiro. Retiram nosso dinheiro, que faz falta, e como!, para a sobrevivência, para que políticos vivam como nababos, em palácios. Aliás, para que os três poderes construam castelos. Não há preocupação com eficiência, porque nós pagamos a conta. Nada recebemos em troca. Nada. Nossas maiores cidades são sujas, violentas, engarrafadas, sem um transporte coletivo digno do nome. Um aposentado mal pode comprar comida, porque recebe tostões depois de contribuir a vida inteira. Idosos têm belas leis a protegê-los, não implantadas na vida real. Não há tratamento decente para os que têm necessidades especiais. Muitas vezes, prédios públicos não contam nem com rampas para que cadeirantes possam ingressar neles. Enquanto isso, o dinheiro é farto para obras que não saem do papel, mas que alimentam as campanhas eleitorais. Uma beleza, o emprego da segunda maior tributação da classe média da América do Sul, senhor Adir.

 

Caro e ruim

O Brasil tem o quarto serviço de telefonia celular mais caro do mundo, de acordo com  estudo da União Internacional de Telecomunicações (orgão da ONU para o setor). Como publicou a Folha de São Paulo, os valores das tarifas cobradas dos assinantes brasileiros, no ano passado, só ficaram atrás do que pagaram japoneses, franceses e australianos. E mais triste ainda é constatar que quanto a qualidade dos serviços prestados devemos estar entre os últimos lugares. Basta ver os índices de reclamações de entidades de defesa do consumidor. Os transtornos vão desde erros de cobrança, problemas no atendimento ao cliente por parte das operadoras, dificuldades para solicitar reparos nos serviços, até problema de acesso à internet em alta velocidade feito pelas redes de terceira geração (3G).

 

Banda suspeita

A ideia de se ter uma banda larga acessível a maior parte da população é muito interessante. Para isso, poderia se avaliar as diversas possibilidades, incluindo parcerias com a iniciativa privada para ampliar o acesso e baratear o custo do serviço. Depois da denúncia que é manchete da Folha de S.Paulo, hoje, de que o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo, a moralidade pública impõe que, primeiramente, se apure o caso antes de dar prosseguimento ao lançamento do Plano Nacional da Banda Larga. Caso contrário, ele já nascerá com a marca indelével da irregularidade.

 

Bom senso

O Tribunal Regional Federal da 1ª região, em Brasília, suspendeu parcialmente a liminar que garantia à Associação Brasileira de Redes de Farmácias (Abrafarma) o direito de comercializar não medicamentos e serviços, além de vender remédios sem prescrição médica nas gôndolas ao alcance do consumidor. Com a decisão, as 28 redes que representam as 2,6 mil farmácias vinculadas à entidade terão de se submeter às regras definidas pela resolução 44 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que vigora desde ontem. Pequenas farmácias estão cumprindo as determinações que só trazem benefícios para a saúde do consumidor, afinal, a automedicação traz riscos à saúde.

 

Sem rigor nas farmácias

Nada mais prático do que continuar comprando medicamentos sem prescrição médica pegando diretamente das gôndolas das farmácias, mas e para a saúde? É o que questiono diante da medida tomada pelas cerca de 60 mil farmácias comerciais brasileiras para não cumprir as exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tornaria mais rígido o controle de venda de medicamentos. Mesmo que sejam remédios vendidos sem prescrição, há o risco de mascarar sintomas de um problema mais grave e acarretar riscos à saúde de quem se automedica. Com as liminares deixa de valer a resolução, publicada há seis meses, que proibia a exposição desses remédios em gôndolas, a partir de 18 de fevereiro, e obrigava a venda no balcão. Já a venda de remédios pela internet está limitada a estabelecimentos fisicamente abertos ao público. Além disso, a Anvisa só permitirá a venda por endereços “com.br” devido à maior facilidade de rastreamento caso seja necessário. A venda de produtos controlados, do tipo tarja preta, está proibida pela internet e por telefone.

 

Folia de contas

Acabou a folia. Já estão distantes as festas de Natal, Réveillon e as férias escolares. O ano começa formalmente nesta quarta-feira, sobre as cinzas do Carnaval. Temos os pagamentos do IPVA, do IPTU (bem mais gordo, em São Paulo, neste 2010). E, daqui a pouco, as declarações de Imposto de Renda. Um início de ano com calor insuportável, entremeado por cortes de água e energia elétrica, que se tornaram frequentes, lamentavelmente. Como passaremos os demais 10 meses do ano (fevereiro já se vai, rapidamente)? Bem, depende de nós, de nossa mobilização na defesa de nossos direitos e do bom senso na hora de sacar cartões de crédito e de débito. Se sucumbirmos aos consignados, ao rotativo dos cartões, perderemos o sono mesmo com temperaturas mais amenas. Vamos começar de fato o ano do tigre com um olho no peixe, outro no gato.

 

Prepare-se para as filas

Os clientes dos bancos que vão compartilhar máquinas de autoatendimento (Bradesco, Santander e Banco do Brasil) podem sentir na pele a mudança. Se reduzirem o número de terminais as filas para uso dos caixas eletrônicos devem aumentar. Já para os bancos a mudança acarretará uma redução de custos com as operações nestes terminais da ordem de 20%. Entre as despesas consideradas, estão gastos com aluguéis, conta das máquinas e abastecimento dos terminais. O plano dos bancos é integrar um total de 11 mil terminais instalados fora das agências, em pontos como supermercados e postos de combustíveis. A desculpa dos bancos é que as máquinas instaladas em locais próximos serão remanejadas para pontos onde não há esse tipo de serviço.Ganham sempre mesmo!!!

 

Entre os mais caros

A pesquisa recente da consultoria europeia Bernstein Research, divulgada hoje pela Folha, colocou o minuto de celular no Brasil em segundo lugar entre os mais caros do mundo. O país só perde para a África do Sul e está à frente da Nigéria. E em prestação de serviços será que não estamos em último lugar? A dor de cabeça que o consumidor tem com as operadoras é de chorar. E a Anatel está mais para defensora das empresas do que preocupada em regular o mercado. Basta ver esta questão do desbloqueio do aparelho para ser usado na operadora em que o cliente desejar. Ela vem adiando a decisão para que o desbloqueio seja obrigatório, e sem custo para o consumidor.Como mostra a matéria, as tarifas são elevadas porque o governo brasileiro não abre mão de impostos e as operadoras não querem baixar o valor extra cobrado por minuto de seus clientes quando estes telefonam para um assinante da concorrente.

 

Fonte: Blog da Maria Inês Dolci

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, em 20 de março de 2010 - (11.770)

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