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Maus hábitos,
por Paulo Ricardo Mubarack
Um
profissional é o somatório de sua genética com o que aprendeu na família, na
escola, na comunidade e nas empresas onde trabalhou. Tenho conhecido muitas
pessoas com genética boa, mas com maus hábitos, o que acaba por prejudicá-las em
suas carreiras. São pequenas, mas desagradáveis atitudes que atrapalham muita
gente e que acabam por desqualificar bons
funcionários. Não basta ter conhecimentos técnicos ou gerenciais, é necessário APRENDER A
TRABALHAR. Raramente se ensina para alguém como trabalhar e isto
independe da atividade de cada um. Vale para qualquer profissão. Vejamos
alguns hábitos muito ruins e
freqüentes em
nossos profissionais:
1. NÃO ANOTAR:
em alguns cursos, interrompo a aula e digo para minha
platéia, que não toma nota de nada: “Vocês não estão assistindo a um show. Isto
é um treinamento e quanto mais vocês anotarem, mais vocês aprenderão. Não
adianta ficar de braços cruzados apenas me ouvindo”.
2. NÃO UTILIZAR
AGENDA: fico
muito desapontado quando peço algo para uma pessoa ou quando marco uma reunião e
ela não toma nota na agenda. Este mau hábito demonstra pouco caso com o
compromisso assumido e aumenta a probabilidade do esquecimento.
3. NÃO OUVIR:
hábito deplorável, muito comum em diretores e presidentes.
Quando você fala mais do que ouve, você pára de aprender e fica obsoleto. Ouvir
o que outros falam é uma atitude que demonstra inteligência e respeito.
4. NÃO DAR
RETORNO: se
um profissional não pode atender ao telefone ou responder imediatamente um
e-mail, deve fazê-lo o mais rápido possível, preferencialmente no mesmo dia.
Conheço pessoas que jamais dão retorno. Você tem que ligar uma segunda vez.
5. NÃO SER
PONTUAL:
péssimo hábito, identificador de absoluta falta de respeito. Há pessoas que
SEMPRE se atrasam. Observe a cara ridícula desta gente quando entra em uma
reunião ou em um curso e atrapalha a todos!
6. NÃO TER O
MÍNIMO DE ETIQUETA
– manifestar
PRECONCEITOS, RACISMOS, atender o celular no meio de um curso, manter conversas
paralelas em uma reunião.
7. NÃO LER NEM
ESTUDAR:
profissionais que não sabem pesquisar nem ler nem estudar não são
profissionais. São amadores que devem ser imediatamente descartados. Uma empresa
não progride com gente ignorante trabalhando em sua equipe.
8. SER
DEFINITIVO DEMAIS:
é a característica do burro por convicção. Ele tem opiniões
formadas sobre todos os assuntos e jamais se permite análise crítica. Como “sabe
tudo”, não aprende nada e permanece mergulhado em uma ignorância profunda.
9. NÃO PERDER A
PIADA: são
aqueles caras engraçados que fazem todo mundo rir. Um circo de segunda classe
talvez fosse o lugar mais adequado para esta gente. Ter bom humor é fundamental,
mas estar sempre rindo e contando piadas (especialmente se for para debochar dos
colegas ou da própria empresa) é característica de alguma patologia que
mereceria ser investigada por um psiquiatra.
10. NÃO SE
PREPARAR PARA UMA REUNIÃO: são profissionais que vão para reuniões e
para cursos “de mãos abanando”, sem qualquer tipo de preparo. Atitude deplorável, que prejudica a produtividade das atividades e atrapalha o grupo.
11. PROCRASTINAR:
o popular “empurrar com a barriga”. São os preguiçosos que
sempre deixam algo para amanhã. Não fazem nada rápido e não tem senso de
urgência.
12. SER ADEPTO DE
FOFOCAS:
expor a própria vida privada e a dos outros. A fofoca, embora possa parecer
inofensiva, tem efeitos muito nocivos na produtividade e no ambiente de
trabalho.
13. NÃO TER A
VIDA FINANCEIRA ORGANIZADA: aquela velha máxima de deixar os problemas pessoais “atrás da porta”
quando se entra no trabalho não funciona. Quem tem a vida financeira e pessoal
desorganizada é um profissional de segunda linha, que frequentemente perde o
foco e a capacidade de concentração no trabalho.
14. NÃO CUIDAR DA
SAÚDE:
noitadas, excesso de peso e falta de preparo físico não prejudicam apenas
atletas, prejudicam qualquer profissional. Em um corpo cansado ou doente não
existe lugar para o aprendizado e para a produção de boas atividades. Simples
assim!
15. NÃO CUMPRIR
COMPROMISSOS:
se você precisa entregar um trabalho em uma data definida,
você deve entregar nada menos do que isto. Não cumprir prazos é fatal para um
profissional. Não tem tempo? Não gosto e não quero ouvir esta desculpa “furada”.
Se não há tempo durante o horário normal, faça de madrugada, mas faça!
Ensinar a trabalhar!
Talvez seja a peça
que está faltando no currículo das escolas e dos MBAs, no treinamento das
empresas e nas conversas entre pais e filhos.
Gentilmente enviado por Luis Cesar
Pereira
Postado por
Izabel Cristina da Fonseca, dia 16 de março de
2010 (11.706)
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