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Sexualidade e infância são assuntos que não se misturam,
certo? Errado.
Desde que o mundo é mundo, as crianças não brincam de médico
à toa: a aventura do descobrimento começa já nos
primeiros meses, quando o bebê experimenta o
prazer de explorar o próprio corpo, e se acentua
nos anos seguintes, quando sua atenção se volta
para o corpo dos pais e de outras crianças.
Quase cem anos depois de Sigmund Freud descrever pela
primeira vez o desenvolvimento da sexualidade
infantil, o comportamento exploratório dos
pequenos continua produzindo uma legião de pais
e mães desnorteados diante de perguntas e cenas
inesperadas - e aí pouco importa que sejam
experiências que eles mesmos já tiveram na
infância.
"Sexualidade, para o adulto, tem caráter estritamente erótico
e está ligada apenas à realização desses
desejos. Essa idéia não é compatível com a
imagem que fazemos da inocência infantil, por
isso muitos de nós preferem ignorar", explica
Marcos Ribeiro, sexólogo e consultor do
Ministério da Saúde e autor de diversos livros
sobre o assunto.
Mesmo pais que se definem como modernos e liberais "travam"
ao ter encarar na prática assuntos como
masturbação e brincadeiras que envolvem os
órgãos genitais. "Muitas vezes, eles é que
precisam de orientação sexual, porque ficam sem
saber como lidar com essas questões", afirma o
psicólogo Paulo Rennes Marçal Ribeiro,
coordenador do Núcleo de Estudos da Sexualidade
da Unesp.
Na maioria das vezes, a distância entre a moral do universo
adulto e a ausência de pudor infantil resulta em
ensinamentos cheios de "tira a mão daí, aquilo
não pode, isso é feio" - exatamente a atitude
que psicólogos, professores e sexólogos
condenam. Os terapeutas são unânimes: tratar o
assunto com naturalidade é condição fundamental.
Mas o que fazer, por exemplo, diante de duas crianças de três
anos nuas, brincando com seus órgãos sexuais?
"Claro que é um momento muito difícil para os pais, mas vejo
dois caminhos:
1)
sair de perto e, se for o caso, comentar o
assunto com naturalidade depois, e
2)
aproximar-se e interromper educadamente a cena,
convidando a criança para fazer alguma outra
atividade", recomenda Marcos Ribeiro. "Pode-se
dizer, por exemplo, 'Vamos parar com a
brincadeira porque agora o papai (ou a mamãe)
precisa da sua ajuda para uma tarefa'. Mas sem
tom de bronca", ensina o sexólogo.
Traumatizar a criança com reações extremadas é pior, dizem os
especialistas, porque ela dificilmente vai
abandonar o que lhe dá prazer, só o fará
escondido. "O problema não está na exploração
sexual do próprio corpo ou nas brincadeiras
entre crianças da mesma idade. Prejudicial é a
repressão do adulto a essas atitudes, quando ele
grita, proíbe, bate ou põe de castigo. Fazendo
isso ele transmite a noção de que aquilo é
errado, quando na verdade essas atitudes são tão
naturais quanto aprender a andar, falar,
brincar", afirma Maria Cecília Pereira da Silva,
psicanalista e membro da ONG Grupo de Trabalho e
Pesquisa em Orientação Sexual.
Além disso, jogos sexuais entre crianças da mesma idade não
costumam oferecer risco à integridade física de
seus envolvidos (antes da puberdade, meninos nem
têm ereção suficiente para penetração). "A
ameaça de ato sexual está apenas na mente
adulta, já que para as crianças menores a
brincadeira tem a ver com a sensação que o toque
proporciona", diz Marcos Ribeiro.
A dificuldade é conciliar a reação ideal almejada pelos
especialistas com os valores morais de cada
família. "Eles ficam assustados, perguntam o que
pode vir depois, se a criança já faz aquilo
naquela idade", conta Sueli Gonçalves Gomes,
orientadora da educação infantil do colégio
Santa Maria, no Jardim Marajoara, zona sul.
Não virá nada, respondem os especialistas. Por volta dos sete
anos, as crianças entram na etapa chamada
latência (veja quadro acima), quando a
sexualidade perde parte da importância. Com a
chegada da fase escolar propriamente dita, a
criança começa a se interessar por atividades
que antes não estava preparada para desempenhar.
A pais renitentes ou assustados, a psicóloga Maria Cecília
lembra a definição da OMS (Organização Mundial
de Saúde): "Sexualidade não é sinônimo de coito
e não se limita à presença ou não do orgasmo.
Ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e
a saúde física e mental. Se saúde é um direito
humano fundamental, a saúde sexual também
deveria ser considerada um direito humano
básico".
Para quem acha que o discurso é bonito, mas não resolve na
hora do susto, a Revista elencou as situações
mais comuns e ouviu especialistas sobre a melhor
reação diante de cada uma. Confira a seguir.
Masturbação
Na escola infantil, Antônio, 2, roça o pênis no colchão até
dormir. Na classe ao lado, a professora percebe
que Bernardo, 5, está se masturbando enquanto
ela conta histórias. *
Quem trabalha com crianças tem sempre muitos casos como esses
para contar. Descobrir o próprio corpo faz parte
da tarefa de tentar entender o mundo, e o prazer
em manipular os órgãos sexuais é uma das
primeiras descobertas.
Em situações que confortam e dão prazer - como a hora da
alimentação ou da troca de fraldas - é comum ver
bebês de ambos os sexos com ereção; as meninas
têm inclusive lubrificação vaginal, explica a
sexóloga e hoje prefeita Marta Suplicy no livro
"Papai, Mamãe e Eu" (editora FTD, 88 págs., R$
35,80), lançado em 1999 e até hoje um dos mais
indicados pelos especialistas da área. Isso
acontece porque olhos, pele, boca, paladar,
olfato e órgãos genitais integram um complexo
nervoso que tem conexões com o centro sexual do
cérebro.
O prazer "inconsciente" do bebê do berçário e a masturbação
do garoto mais velho são etapas diferentes do
mesmo processo de desenvolvimento. "Pais e
professores devem encarar com naturalidade, sem
repreender ou transmitir noções de sujeira ou
coisa errada. Se acontecer em público, os
adultos devem explicar que aquele é um ato
íntimo, e portanto deve ser feito em lugar
reservado", afirma o psicólogo Paulo Rennes, da
Unesp.
Mas nem por isso os pais devem ficar menos atentos ao
comportamento. "Se for compulsiva ou obsessiva,
a masturbação pode indicar alguma frustração ou
situação emocional difícil e é preciso procurar
ajuda especializada", alerta a psicóloga Maria
Cecília Pereira da Silva, do GTPOS.
Além disso, nem toda manipulação dos genitais é sinônimo de
masturbação. "Pode se tratar de algum incômodo
físico, como alergias, assaduras e até picadas
de inseto", diz Ângela Maria Espínola de Castro,
pediatra endocrinologista da Unifesp.
Marcos Ribeiro, consultor do Ministério da Saúde, recomenda
cuidado maior no caso das meninas. "É preciso
conversar e informar, porque elas podem
introduzir objetos na vagina e se machucar."
Jogos Sexuais
Júnior, 5, diz para Léo, 4, que um chupar o "pipi" do outro é
normal, porque os bebês fazem o mesmo com o
peito da mãe. O menor conta para o pai, que,
desesperado, procura a professora da escola.
Em situações como essa, os adultos tendem a reagir mal,
reprimindo, gritando e até batendo na criança,
diz Paulo Rennes. Nada mais equivocado. Logo
depois de explorar o próprio corpo, a atenção
infantil se volta para o corpo alheio: é a fase
em que começam a perceber as diferenças entre
meninos e meninas, adultos e crianças. Não faça
alarde, nem projete coisas do seu mundo no
mundinho deles, recomendam os profissionais.
"Os pais devem tentar agir com naturalidade, explicando que a
criança não deve fazer nada que não queira com o
próprio corpo - nem com o corpo do outro. É bom
aproveitar para dizer que, se ela se sentir
desconfortável com alguma brincadeira, deve
procurar um adulto de confiança e contar",
afirma Maria Cecília. Mas é bom apurar toda a
história para conferir se é realmente verdade:
"Criança fantasia bastante", ressalva.
O problema pode se tornar mais sério quando ocorre entre
crianças de idades muito diferentes - quatro,
cinco anos a mais -, porque pode envolver
coerção e configurar abuso sexual. Os pais devem
dizer que não é errado a criança brincar com
amiguinhos da mesma idade, mas nunca com os mais
velhos ou adultos.
Também não vale estigmatizar a criança mais velha,
transformando-a num quase tarado: nem sempre
mais idade significa maturidade maior. Além
disso, ela pode estar enfrentando problemas no
próprio desenvolvimento sexual e precisar de
ajuda profissional.
Brincar de beijo na boca
Cássio, 4, corre atrás de Daniela, 5, e a beija na boca.
Depois, chama a menina de "Helena", personagem
da novela da Globo.
Em pleno processo de aprendizagem, a criança repete tudo o
que vê. "O que esperar de crianças expostas
freqüentemente a cenas de beijos e carícias na
TV", pergunta Paulo Rennes. "O estímulo à
precocidade e a comportamentos sexuais vem desse
cotidiano." Marcos Ribeiro afirma que não há
necessidade de reprimir a brincadeira, desde que
se observe a regra da mesma faixa etária. Também
é importante ficar atento para ver se a criança
não está sendo forçada a alguma coisa.
De volta ao peito
Desmamada desde os nove meses, Luíza, 3, passa a reclamar o
seio da mãe com insistência, em casa ou lugares
públicos. Ela cede uma vez, mas se incomoda com
a freqüência. Quando recusa, a menina chora.
Geralmente, é necessidade de um contato afetivo mais estreito
com a mãe, uma forma de voltar a um período
gratificante da vida, dizem os terapeutas, e
ocorre principalmente quando nasce um
irmãozinho, e a criança maior se sente em
segundo plano.
"Se a mãe estiver amamentando o menor, pode deixar o maior
experimentar, para que ele prove que o gosto não
é lá essas coisas. Mas os pais devem reforçar
que ela já é grandinha e tem dentes para se
alimentar, ao contrário do irmãozinho",
aconselha Maria Cecília. Se não estiver
amamentando ou não se sentir confortável em dar
o seio, deve explicar que não tem mais leite e
que o peito é uma parte íntima de seu corpo. "É
uma boa hora para reforçar que não se deve
deixar que mexam no corpo da gente quando não
queremos", lembra.
Marcos Ribeiro levanta outro ponto. "É importante que os pais
atentem para o motivo. Em alguns casos, vítimas
de algum tipo de abuso sexual tentam 'voltar' a
fases anteriores, em que se sentiam protegidas",
diz.
Exibir os genitais
Basta chegar uma visita e Vítor, 4, vai para o quarto, tira a
roupa e faz uma "entrada triunfal" na sala,
totalmente nu.
O "exibicionismo" infantil faz parte da fase de exploração
dos corpos. Como um brinquedo novo, a criança
quer mostrar aos outros o que já descobriu.
Quanto à menina que adora levantar a roupa e
mostrar o bumbum, por exemplo, pode estar
imitando algo que viu na TV. Em qualquer
situação, cabe aos adultos começar a ensinar a
noção de intimidade.
"Ela não sabe o que é certo ou errado, quais são os códigos
sociais, a diferença entre o público e o
privado. Cabe aos pais e educadores ensinar que
ali não é lugar para isso", afirma Maria
Cecília.
É também a hora de falar sobre respeito. "Alguns pais acham
que tudo que seu filho faz é uma gracinha, mas
se esquecem de que aquela gracinha vai crescer e
viver em sociedade. Pais e professores devem
mostrar que vivemos com outras pessoas, temos de
respeitá-las e parte desse respeito é não ficar
mostrando seu órgão sexual para quem não quer
ver", recomenda Marcos Ribeiro.
Ver o Ato Sexual
A porta do quarto estava só encostada, e Maria, 3, viu os
pais transando. No dia seguinte, contou à
professora que, quando o casal está no quarto,
seu pai fica tentando matar a mamãe. Tiago, 5,
assiste a um filme pornô na TV a cabo e depois
quer fazer sexo oral com a prima da mesma idade.
Se a criança viu o ato sexual, mesmo que ela não pergunte, é
fundamental falar sobre o assunto, para que ela
não comece a fantasiar. E não se esqueça: se
isso aconteceu, foi por descuido dos adultos.
"Geralmente os pais reagem mal, põem a culpa no filho por ter
visto 'algo que não devia'", conta Paulo Rennes.
No primeiro caso, Marcos Ribeiro sugere deixar a conversa
para o dia seguinte. "Pai e mãe podem começar,
informalmente, perguntando: 'Acho que você viu a
gente fazendo amor, tendo uma relação sexual.
Você sabe o que é isso?' Fique atento à reação.
Se ela disser que sim, descubra o que realmente
sabe e complemente, se necessário. Se não, fale
brevemente sobre namoro e relação sexual,
explique que foi num momento como aquele que ela
foi feita. Utilizar um livro infantil é uma boa
saída, mas não fale demais nem explique além do
que ela quer saber."
No caso do filme pornô, é preciso perguntar o que ela viu e
mostrar que a realidade das pessoas não é
aquela. "Explique que os filmes são feitos para
despertar vontade nas pessoas, mas que sexo não
é só aquilo, tem carinho e afeição. É importante
que a criança cresça fazendo essa associação",
diz Marcos Ribeiro.
O Caminho da Sexualidade
Infantil
O primeiro a tratar do assunto foi Sigmund Freud, no início
do século 20. Para o pai da psicanálise, a
sexualidade infantil passa por quatro fases:
oral, anal, fálica e de latência. Até hoje esses
conceitos formam a base do pensamento sobre a
sexualidade na infância, mas foram incrementados
por outras linhas de pensamento. As faixas
etárias de cada fase não são absolutas, mas
aproximadas
a) 0 a 2 anos - Oral -
Nos primeiros meses, o prazer da criança se concentra na
região da boca, sua atenção está voltada para o
que entra e sai de seu corpo via oral: ela suga
o seio da mãe, chupa mamadeira, come papinha,
regurgita (mas já é capaz de ter sensações
agradáveis nos órgãos genitais). A boca é sua
forma de comunicação com o meio externo.
NO CORPO - Até cerca de um ano, o bebê produz os mesmos
hormônios da puberdade, em menor quantidade:
meninas fabricam estrogênio, meninos,
testosterona, e ambos produzem hormônios hipofisários, responsáveis pela estimulação de
ovários e testículos. A partir de um ano, essa
produção fica em "repouso" para retornar de
forma intensa na adolescência
b) 2 a 3 anos - Anal -
Quando começa a deixar as fraldas, a atenção da criança se
volta para suas necessidades fisiológicas: ela
começa a perceber que pode controlar o esfíncter
(músculo envolvido na evacuação), cujos
movimentos também proporcionam sensação de
prazer. Ficam orgulhosas do que seu corpo
produz, algumas nem querem dar a descarga. Pais
e professores também colaboram para o aumento de
atenção nessa etapa, perguntando o tempo todo se
a criança quer fazer cocô ou xixi.
NO CORPO - O crescimento físico desacelera em relação à fase
anterior, fica mais lento, porém constante, e
volta a se intensificar na puberdade
c) 4 a 6 anos - Fálica -
Começam a descobrir/explorar seus órgãos sexuais e a perceber
as diferenças anatômicas entre meninos e
meninas. A curiosidade estimula a masturbação e
as brincadeiras sexuais com outras crianças. O
orgasmo é possível, embora os meninos não
ejaculem. Nessa fase a criança já tem total
consciência de sua identidade sexual (noção
sobre seu sexo, diferente de orientação sexual,
que pode ser homo, bi ou hétero). É também a
fase das perguntas sobre sexo e a origem dos
bebês.
NO CORPO - Aos seis anos, intensifica-se a produção de um
hormônio da glândula supra-renal, que pode
provocar leve odor no corpo e nascimento
moderado de pêlos superficiais
d) A partir dos 7 - Latência -
Época que antecede a puberdade e a criança está se preparando
psiquicamente para as intensas mudanças que
virão. Nessa fase, que coincide com o início da
vida escolar, a sexualidade fica em segundo
plano, em detrimento de novas descobertas,
especialmente no terreno intelectual. A
curiosidade sexual não desaparece, mas fica
latente.
NO CORPO - Atualmente, a precocidade pode fazer com que a
latência se misture à puberdade (principalmente
nas meninas), inaugurada pela maior produção
hormonal e alterações físicas, como nascimento
de pêlos, desenvolvimento dos seios, polução
noturna (as primeiras ejaculações)
Dúvidas Cruéis
Quem responde às dúvidas sobre sexo, mãe ou pai?
Os dois. É importante que os pais tenham um discurso
coerente, e para isso é preciso que conversem
antes entre si. Deve-se evitar que mães assumam
respostas para um tipo de questão e pais, para
outras, com frases do tipo: "Isso é com seu
pai", ou "Sua mãe é que entende dessas coisas de
mulher". Ambos devem ter a mesma autoridade e
demonstrar igualdade em suas funções.
Até quando ficar nu na frente das crianças?
Enquanto os pais se sentirem à vontade e os filhos encararem
com naturalidade, não há problema. Vale lembrar
que a partir de uma certa idade, geralmente por
volta dos 7, 8 anos, a criança começa a querer
privacidade e isso deve ser respeitado.
Meu filho quis tocar em meus órgãos sexuais.
Devo permitir?
Desde que os pais não fiquem constrangidos, sim. Esse pode
ser um bom momento para explicar o que são e
para que servem ("Esse é o pênis do papai, serve
para fazer xixi e brincar com a mamãe. Você não
deve deixar ninguém mais velho mexer no seu
pênis"). Se os pais ficarem constrangidos, é
melhor dizer com delicadeza que não querem que o
filho mexa em seu corpo. É melhor do que
permitir contra a vontade, porque as crianças
percebem.
Posso deixar meu filho dormir na minha cama?
Uma vez ou outra, sim. Mas não é um hábito aconselhável,
porque pode erotizar a criança, principalmente
quando um dos pais não está (simbolicamente, é
como se o filho estivesse assumindo o papel de
um dos dois). Se ele estiver com medo de ficar
sozinho, é melhor acompanhá-lo até o seu quarto
e ficar com ele até dormir.
Posso cumprimentar meu filho com beijinho na
boca?
Se esse é um hábito familiar, tudo bem. O limite está em
perceber se a criança não está erotizando essa
atitude, provocando o beijo e fazendo de outras
maneiras.
Posso me referir aos órgãos genitais por
apelidos engraçadinhos?
Sim, mas não deixe de ensinar os nomes científicos: pênis e
vagina. Por que apenas os órgãos sexuais devem
ter apelidos? Não se chama nariz ou braço de
outra coisa. Usar nomes "sérios" também confere
naturalidade ao assunto.
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comentário,
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responderá.
Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 8
de abril de 2009. (6265)
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