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Vitiligo
Dez mutações genéticas causam vitiligo -
Doença autoimune provoca despigmentação da
pele; conflitos psíquicos e estresse
contribuem para que manchas brancas se
alastrem
O vitiligo está
associado a mutações em genes que atuam no
sistema imunológico humano. Essa é a conclusão
de um estudo realizado por um grupo de
pesquisadores de vários países publicado no site
da revista Nature Genetics. Caracterizada pela
perda localizada da pigmentação na pele, a
patologia é citada em textos médicos desde a
Antiguidade, embora ainda hoje pouco se conheça
sobre ela. Na maioria dos casos, o sintoma pode
ser controlado, mas não costuma ser totalmente
eliminado.
No artigo, os
pesquisadores descrevem como descobriram
variações em dez genes associados com a
resposta imunológica em pessoas com o
problema. Os genes integram a família Fox,
conhecida por regular a expressão gênica e a
funcionalidade em linfócitos T e em outras
células envolvidas na defesa contra infecções.
Liderados por
Richard Spritz, diretor do Programa de Genética
Médica Humana da Universidade do Colorado, os
pesquisadores identificaram os genes que
aumentam o risco de desenvolvimento do vitiligo
ao estudar o genoma de mais de 1,5 mil
portadores da doença e comparar os dados com os
de não portadores. Normalmente, uma resposta
imunológica é algo positivo, mas no caso do
vitiligo as células que protegem o organismo
aparentemente se tornam agressivas E acabam
destruindo os melanócitos responsáveis pela
produção de pigmentos que dão coloração à pele.
O estudo reforça a teoria de que há múltiplos
caminhos celulares que podem contribuir para a
manifestação e a progressão da patologia.
Segundo os autores, isso torna mais difícil
compreender a doença, mas, ao mesmo tempo,
oferece uma grande variedade de pontos de
partida para o desenvolvimento de terapias.
“O vitiligo generalizado é um distúrbio complexo
que envolve não apenas genética ou o ambiente,
mas uma combinação de fatores, devendo ser
levadas em conta também questões psicológicas.
Mas se forem estudados os aspectos biológicos,
será possível descobrir maneiras de interromper
o surgimento de sintomas”, declarou Margaret
Wallace, da Universidade da Flórida, um dos
autores do estudo. Em sua opinião, esse avanço
talvez seja uma oportunidade de pôr em prática
uma medicina personalizada, com terapias
desenvolvidas especialmente para pessoas com
suscetibilidades genéticas específicas. Para uma
resposta mais efetiva a qualquer tratamento,
entretanto, é fundamental o acompanhamento
psicológico, tanto para tratar dos aspectos
psíquicos que contribuíram para deflagrar a
doença quanto para ajudar o paciente a lidar com
os inconvenientes (e eventuais preconceitos)
ocasionados pelo aparecimento das manchas
brancas – que em certos casos se alastram por
grande parte do corpo. ()
Fontes:
Revista Mente e Cérebro, por Flávia Ferreira,
com informações da Agência Fapesp
Postado por
Izabel Cristina da Fonseca, 24 junho 2010.
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