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Pressão alta é uma das principais causas do AVC

 

O derrame cerebral é a doença que mais mata no país.

Muita gente corre esse risco e nem sabe.

 

O AVC é uma disfunção que ocorre em determinada área do cérebro: é quando as artérias interrompem o fornecimento de sangue ao cérebro ou uma delas se rompe. Em cerca de 80% dos casos, o AVC é "isquêmico", é o entupimento da artéria que impede a chegada do sangue às células nervosas. Nos outros 20% dos casos, o AVC é "hemorrágico": as paredes de artérias se rompem, inundando o cérebro de sangue.

A principal causa é pressão alta, algo fácil de diagnosticar e de tratar.

“Ansiedade, tensão. Isso é do dia a dia, não tem um botão que se liga e desliga para isso. É difícil, se tentar diminuir. Bebida alcoólica em exagero aumenta a pressão arterial, principalmente naqueles que têm tendência. Comer comida salgada também aumenta a pressão. O peso corporal pode estar ligado diretamente à pressão arterial”, alerta o médico cardiologista Carlos Scherr.

Além da pressão alta, existem outros fatores de risco como diabetes, fumo, obesidade e a falta de exercícios físicos. Muita gente vive com pressão alta sem saber. Às vezes só descobre na hora de um AVC.

Infarto, dor no peito, no coração e a pessoa sabe que tem que correr para se tratar. Já os sintomas do AVC são mais sutis, dificuldade para falar, para enxergar, dormência em um lado do corpo. Nessa hora, o conselho de descansar é péssimo. É fundamental ir direto para um hospital.

A própria pessoa que está sofrendo o AVC pode ter dificuldades para identificar esses sintomas. Parentes, amigos, nessa hora, têm o papel de anjos da guarda.

 

“A identificação de um AVC é simples. Há aparecimento súbito de dificuldade de falar, de compreender, de enxergar, de mexer um lado do corpo. A pessoa está bem e passa a falar coisas desconexas. Isso tem que ser pensado como AVC e a pessoa tem que ser levada para o hospital. É preciso que alguém ajude a identificar o AVC. Essa pessoa que tem dificuldade de falar não vai identificar que está tendo um AVC e claramente não vai procurar um hospital, então a identificação por um terceiro é muito importante”, aponta o médico neurologista Bernardo Liberato.

 

Fontes: G1

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 25 fevereiro 2010.

 

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