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Atitude positiva com tarefas diárias pode promover maior sensação de bem estar

Uma nova pesquisa tenta ampliar o modo como se enxerga o que é a atividade física e em como usar isso a favor das pessoas que não se consideram fisicamente ativas.

 

Os esforços para que as pessoas incluam exercícios físicos na sua rotina são cada vez mais comuns por conta dos benefícios para a saúde, e isso vai além do bem estar mental e físico. Na maioria das vezes, entretanto, o que os pesquisadores costumam enfocar são os processo que motivam uma pessoa a adotar essas práticas. Mas uma nova visão sobre o assunto pode trazer práticas diferentes para o que é considerado atividade física.

“Se você não tem o hábito de se exercitar, você pode acabar sem energia ao tentar fazer algum tipo de atividade no dia a dia”, afirma David Conroy, pesquisador da Universidade Estadual da Pensilvânia. “Mas se você mudar pequenos hábitos, pode se tornar uma pessoa ativa e, então, se ‘movimentar’ passa a ser uma tarefa cada vez mais fácil.

A ideia dominante geral é que os fatores externos levam a uma mudança de comportamento, ou seja, que um trabalho focando a motivação pode tirar as pessoas da inércia. Tanto é assim que a recomendação repetida por quase todas as pesquisas é que as pessoas façam, no mínimo, 150 minutos semanais de atividade aeróbica ou mesmo tentem embarcar em um programa de dietas consciente e de alimentação saudável. Mas o processo de motivação muitas vezes não acaba demonstrando muitas respostas adequadas, pois poucos indivíduos conseguem manter a rotina em longo prazo.

 

Ampliar o conhecimento sobre atividades que não são vistas como exercícios

Conroy, junto com Shawna Doerksen, Amanda Hyde e Nuno Ribeiro, acompanharam mais de 200 indivíduos para ver qual a conexão entre exercícios físicos programados e a chamada atividade física não intencional.

Ao invés de focar no nível ou constância de uma atividade física resolvemos ver então como as pessoas se saíam quando as atividades fossem ‘não intencionais’ – que ninguém pensa como sendo exercício – mas que podem ajudar as pessoas a queimar algumas calorias extras”, diz Conroy.

Os resultados, publicados no periódico Annals of Behavioral Medicine, mostraram uma correlação positiva entre os indivíduos que se engajavam mais em atividades físicas diárias (programadas) e aqueles que executavam muitas atividades diárias não intencionais, como subir escadas em vez de usar elevador, ou mesmo caminhar até o supermercado, porque simplesmente não se conformavam em passar muito tempo dentro de um carro até achar uma vaga no estacionamento.

A partir desses dados, os pesquisadores indicam que é possível promover um aumento das atividades físicas nas pessoas, mesmo que elas não saibam que estão se exercitando. Não é necessário motivá-las a adotar rotinas mais estruturadas de exercícios por meio de uma listagem de benefícios ou tabelas de calorias, por exemplo. Apenas demonstrar que pequenas mudanças em alguns hábitos corriqueiros – não usar o elevador ou mesmo guardar a louça em um local mais longe da pia, o que induziria a pessoa a andar mais pela casa, por exemplo – poderiam ser tão benéficas quanto exercícios físicos programados, como andar determinados minutos por dia em uma esteira, correr ou mesmo freqüentar uma academia.

Fontes: Site UOL, com informações da Penn State

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 14 abril 2010. (12.370)

 

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