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Acne
pode contribuir negativamente para a baixa
autoestima em adolescentes
Viver
numa sociedade tão preocupada com a imagem é
uma das maiores dificuldades pelas quais os
adolescentes com excesso de acne atravessam.
Um estudo, feito por Eva Ritvo, da
Universidade de Miami, EUA e a American Acne
& Rosacea Society (AARS), mostrou que a
baixa autoestima dos adolescentes que sofrem
com a acne dificulta a interação social e
podem se refletir nos relacionamentos.
A
pesquisa, que ouviu aproximadamente mil adultos
e o mesmo número de adolescentes, entre 13 e 17
anos, procurou observar todos os aspectos dos
impactos emocionais do jovem adolescente com
acne, incluindo a importância da participação
dos pais para o sucesso dos tratamentos.
O
estudo ainda apontou que os jovens com acne têm
maior probabilidade de serem percebidos como tímidos,
“nerds” e solitários. Já os adolescentes
que possuem a pele limpa e livre de acne são
facilmente caracterizados como felizes,
inteligentes e divertidos, de acordo com os
dados coletados e analisados pela equipe de
Ritvo.
“Acredito
que seja porque as pessoas procuram pela beleza
quando olham para os outros e no momento em que
o indivíduo se torna adolescente, ele, que
possuía uma pele bonita e sem sinais, passa a
apresentar as marcas da acne e a primeira coisa
que chama a atenção das pessoas ao olhar para
esses jovens são os pontos vermelhos presentes
lá. A acne tira o foco de atenção dos pontos
belos e fortes do rosto do indivíduo, desviando
a atenção para os aspectos menos interessantes
da pessoa”, alerta a psiquiatra.
A
pesquisa realizada por Ritvo mostra as
dificuldades que o adolescente com acne
encontra. Lidar com uma doença tão comum e ao
mesmo tempo tão complicada envolve diversas
questões que, às vezes, afetam demais a fase
adolescente, uma época em que diversas mudanças
acontecem no organismo , além de ser a fase em
que a autoestima é constituída. Por isso,
procurar ajuda médica (e dependendo do caso, até
psicológica), além de contar com o apoio dos
pais é extremamente importante.
“Os
adolescentes são sensíveis emocionalmente a
fatores variáveis, mas algumas conversas ou
atitudes podem chamar a atenção para que a
acne seja o gatilho para essa baixa autoestima.
Não querer sair da casa porque se sente feio, não
querer ir a festas ou sair com amigo, por
exemplo, pode ser reflexo do excesso de acne”,
diz Ritvo. E situações que causam
constrangimento podem afetar diretamente o
emocional dos adolescentes, levando ao
desenvolvimento de outros transtornos mentais.
“A
adolescência já é uma fase da vida turbulenta
o suficiente sem o estresse da acne, por isso,
orientamos que pais e adolescentes que têm a
doença a vejam como uma condição médica e
que deve ser tratada adequadamente pelos
dermatologistas”, completa Eva Ritvo.
Fontes:
Provedor
UOL, pela Redação
Postado por
Izabel Cristina da Fonseca, 15 maio 2010.
(12.821)
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