Casa do Metalúrgico

Tesoureiro - Zezão

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APRESENTAÇÃO, Um pouco da História

José Inácio da Santos, conhecido como Zezão, 53 anos, com Função de Encanador, entrou na extinta Verolme em 1971, quando tinha 18 anos, ocupando o cargo de Encanador Oficial de Terceira.

Hoje, ainda fazendo parte do quadro de funcionários do Estaleiro KEPPELFELS BRASIL, com a matrícula 1819, e no seu 5º mandato junto à direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis, como Diretor Executivo, desde 1996,  com a responsabilidade de Tesoureiro.

Como sindicalista participou dos seguintes movimentos:

  • Indenização dos trabalhadores em 1997;
  • Garantia do não sucateamento do estaleiro garantindo assim a permanência da área naval do estaleiro pois havia a projeto de transformá-lo em marina;
  • Ocupação do estaleiro;
  • Reabertura do Estaleiro;
  • Ocupação do prédio da Petrobrás e BNDS, a fim de garantir o aquecimento do Setor Naval no Brasil;
  • Participou de todas as reuniões representando a classe metalúrgica.

Conversando com ele.....

 

Site: Antes que qualquer coisa, quero dizer que para mim é um motivo de orgulho esta aqui conversando com você, visto que trabalhei na entidade e pude acompanhar de perto seu trabalho, e individualmente admiro sua maneira peculiar de tratar todos os Diretores, sempre procurando aconselhar e se preciso puxar as orelhas. Atitude digna de um pai exemplar, a que você atribui isso?

Diretor: Cada um de nós temos uma forma de ser. É muito fácil se conviver com quem se gosta, um desafio é você saber conviver com todo tipo de pessoa. É saber separar as divergências do lado pessoal e profissional. Sempre respeitando o ser humano.

  

Site: Acho que a função de um Tesoureiro é um pouco cruel, mesmo porque sempre acaba levando a fama do cofrinho. Como funciona a Tesouraria do Sindicato?

Diretor: Estou no meu quinto mandato como Tesoureiro. O primeiro foi como suplente. Eu não procuro ser o melhor e sim "fazer o melhor".

  

Site: Qual o maior gasto do Sindicato hoje?

Diretor: Até 2007 era a obra da Sede, e hoje o maior gasto é com funcionários, plano funeral e plano odontológico.

 

Site: Quem entra no Sindicato hoje e lembra de como ele era, pode notar a grande diferença no espaço físico. Entrando aqui podemos notar que todo material utilizado foi de primeira qualidade, quais são as dependências do Prédio hoje e como funciona?

Diretor: Nosso primeiro projeto (primeiro prédio) é composto de 16 salas, sendo que 3 salas funcionam o Centro Odontológico) e o auditório para 105 pessoas sentadas. O Segundo Projeto (segundo prédio) tem 20 salas sendo 10 salas funciona o Curso Profissionalizante e o Salão de Festas para 400 pessoas. Quando nós assumimos o Sindicato a sede era 2 casas de pombo, que quando chovia enchia de água.

 

Site: O que presenciou dentro do Estaleiro que mesmo você vivendo 100 anos e nunca esquecerá?

Diretor: A coisa boa que fica para os antigos dos estaleiros é ver a continuidade. Uns se aposentando e entrando a nova geração, os netos dos aposentados, e saber que eu fiz parte dessa luta.

  

Site: Qual foi o momento mais marcante na luta sindical para você?

Diretor: A abertura do estaleiro em 2000.

  

Site: O que você considera um sonho futuro para o estaleiro?

Diretor: Mantê-lo funcionando.

 

Site: O que mais te incomoda como Sindicalista?

Diretor: É ver os empresários nacionais não quererem construir navios no Rio de Janeiro, e se não mudar a política teremos problemas.

 

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, em 9 de fevereiro de 2009

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