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Estresse
interfere na resolução de problemas
Uma experiência simples, como ver cenas de
violência e de impacto emocional, pode induzir
estresse o suficiente para interferir nas
habilidades de resolução de problemas. Mas uma
medicação, chamada betabloqueadora, pode
equilibrar essas condições, dizem pesquisadores.
A pesquisa, feita
por David Beversdorf, da Universidade Estadual
de Ohio, apresentou filmes com temática que
podiam estressar os participantes e mediu seus
níveis de resolução de problemas para entender
os efeitos sobre suas habilidades verbais.
“O desempenho nos
testes foi influenciado negativamente após os
participantes verem cenas de filmes de guerra”,
explica Beversdorf. “E, portanto, no mundo real,
esse tipo de estresse também pode significar uma
perda da flexibilidade no pensamento, que é a
nossa habilidade necessária pararesolver
problemas.”
O estudo pode
ajudar a entender os efeitos do estresse no
pensamento e, portanto, levar a melhores
práticas clínicas para ajudar pacientes que
sofrem com transtornos de ansiedade e de abuso
de drogas, por exemplo.
Medicamento pode ajudar a controlar o estresse
Mas os resultados
também apontam que um medicamento
betabloqueador, o propanolol – usado para tratar
diversos problemas relacionados com pressão alta
e arritmias cardíacas, por exemplo – podendo
ajudar ao modificar os efeitos negativos do
estresse mental.
O medicamento, ao
que tudo indica, bloquearia a noradrenalina – ou
norepinefrina –, substância liberada pelo
cérebro no processo de estresse. Uma observação
posterior também chegou à conclusão de que as
situações de estresse e o uso do propanolol no
combate a essa situação, não tinham efeitos
sobre a memória, ou seja, não apresentariam
efeitos globais mais extensos.
“Mesmo situações
como falar em público podem ativar as respostas
do corpo ao estresse e, em pessoas saudáveis, o
fármaco poderia reverter esse processo”, diz o
pesquisador, apontando que talvez seja possível
estender esses benefícios a pessoas com
transtornos de ansiedade. É bom lembrar,
entretanto, que os resultados são relativos a
uma pesquisa feita por pesquisadores em
condições de controle e que os resultados
iniciais, apresentados no congresso anual da
Sociedade Americana de Neurociências, são
promissores, mas não devem induzir ninguém a
tomar o medicamento por conta própria.
Fonte:
Site UOL, com informações da Ohio State University
Postado
por Izabel Cristina da Fonseca, 12 abril 2010
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