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Métodos anticoncepcionais:
Mulheres
têm a impressão de que o prazer sexual diminui,
mas as pesquisas discordam
Métodos anticoncepcionais podem influenciar no
prazer e na satisfação sexual feminina. Um
estudo do Instituto Kinsei, EUA, demonstrou que
muitas das mulheres entrevistadas associam o
preservativo a um prazer sexual menor, mas ao
contrário, tanto métodos contraceptivos
hormonais quanto o preservativo masculino
provaram contribuir positivamente para a
satisfação sexual.
Os
autores sugerem que esse contrassenso reflete
como as mulheres enxergam os métodos
anticoncepcionais quando questionadas sobre os
aspectos relacionados à sexualidade.
Considerando a satisfação sexual, o que vai além
do sexo em si e inclui fatores como autoestima e
satisfação com o relacionamento com o parceiro,
as mulheres que usavam ambos os métodos
contraceptivos – preservativo e hormônios –
apresentaram os maiores níveis de satisfação.
A
pesquisa, publicada no periódico Sexual Health,
lança novas questões sobre a interação entre
métodos anticoncepcionais e sexualidade
feminina, uma área que, segundo os
pesquisadores, vem sendo ignorada nas pesquisas
atuais.
Percepção e satisfação
Entre
os dados colhidos pelos pesquisadores está o
fato de que apenas 4% das mulheres que usavam
exclusivamente métodos hormonais reportaram
alguma diminuição no prazer sexual. Esses
números, porém, foram os níveis de satisfação
mais baixos entre as entrevistadas.
Entre
as que usavam ambos os métodos (camisinha e
métodos hormonais) um total de 23% reclamou da
sensação de diminuição do prazer sexual – seis
vezes mais que a média. Aquelas com histórico de
doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) tinham
o dobro de chance de reclamarem de diminuição de
prazer.
“Os pesquisadores de áreas
como saúde pública dificilmente levam em
consideração a interação entre as experiências
sexuais femininas e suas relações com métodos
anticoncepcionais, especialmente os
preservativos”, diz Stephaine Sanders,
coautora do estudo. “E se as mulheres acham que
isso diminui seu prazer sexual, isso pode levar
uma menor adesão ao método”, diz. Além da
contracepção, é bom lembrar que a camisinha
também protege contra DSTs, incluindo a aids.
Fontes:
Provedor UOL, com informações da Indiana
University
Postado por Izabel Cristina da Fonseca,
25
de março de 2010.
(11.938)

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