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Menopausa... A aposentadoria da Função Reprodutora

 

Como deve ser a dieta de uma mulher na menopausa?

Conforme explica a nutricionista Elsy Oraa, por volta dos 50 anos, as mulheres devem ter muito cuidado com o excesso de peso. Elas também devem suprir a falta de cálcio causada pela redução do hormônio estrógeno.

Assim, a dieta deve conter alimentos ricos em cálcio (como os derivados do leite) e pobres em sódio (ou seja, pouquíssimo salgados). "Essas mulheres devem tirar o saleiro da mesa, e abusar do leite e dos iogurtes desnatados", recomenda a nutricionista.

Outra boa dica é procurar alimentos derivados da soja e de grãos como a lentilha e o feijão, que têm eficácia comprovada no combate aos sintomas da menopausa.

Como a perda de ferro diminui com o fim da menstruação, as mulheres com mais de 50 anos também podem diminuir o consumo de carnes vermelhas, assim como das gorduras de origem animal e dos embutidos. E, como sempre, é preciso consumir muitas frutas e verduras.

 

Climatério pede alimentação balanceada

Uma alimentação balanceada e exercícios físicos regulares são essenciais para reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e osteoporose durante o climatério. Essa fase da vida atinge as mulheres na faixa etária entre 35 e 70 anos, marcando a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo.

O vice-presidente da Confederação Médica Brasileira, o ginecologista Arnaldo Bernardino, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, explica que o climatério se caracteriza por um conjunto de alterações orgânicas e psíquicas. Os sintomas mais freqüentes são: irregularidade menstrual; ondas de calor; transpiração excessiva, principalmente durante a noite; insônia; alteração de humor; diminuição da libido; fadiga e ressecamento vaginal.

"Toda mulher apresenta esses sintomas com maior ou menor gravidade, mas a freqüência com que eles ocorrem pode ser influenciada por diversos fatores, como idade e raça. O fim da produção espontânea de hormônios femininos e as alterações psicológicas que afetam individualmente cada mulher são as principais causas para o aparecimento desses sintomas", destaca Bernardino.

Segundo o ginecologista, tratamentos eficazes de reposição hormonal podem diminuir o mal-estar provocado pelo climatério, até a chegada da menopausa. "O grau de eficácia desses produtos ainda não é totalmente comprovado, por isso é importante que a mulher, durante essa fase, evite o consumo excessivo de café e bebidas alcoólicas, o cigarro e faça exercícios regularmente."

A osteoporose e as doenças cardiovasculares durante o climatério podem ser conseqüência de uma vida desregrada e pouco saudável, com uma alimentação rica em colesterol, falta de exercícios físicos, fumo, excesso de café e refrigerantes. "A mulher precisa sempre cuidar da saúde, principalmente quando está em fase reprodutiva". O médico recomenda ainda para que as mulheres visitem periodicamente o ginecologista e façam regularmente todos os exames preventivos.

 

A reposição hormonal está mesmo em xeque?

Há mais de 15 anos, a terapia de reposição hormonal é vista por muitas mulheres como uma espécie de "fórmula da juventude", que permite manter uma grande qualidade de vida mesmo depois dos desconfortos físicos e psicológicos trazidos pela menopausa.

Mas uma pesquisa recente, feita pela Women's Health Iniciative com mais dezesseis mil mulheres nos Estados Unidos, mostrou que nem todos os tratamentos de reposição hormonal são tão seguros quanto se pensava. Uma combinação de remédios muito usada, feita com hormônios femininos retirados da urina de éguas grávidas, aumenta consideravelmente a incidência de derrame (41%), ataques cardíacos (29%) e câncer de mama (26%) nas mulheres que utilizam o tratamento.

"A pesquisa nos obriga a reconsiderar uma série de procedimentos", afirma o médico Ricardo Meirelles, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). "Mas é muito importante entender que a pesquisa diz respeito somente a um tipo de medicação (o mais antigo) que, embora ainda muito utilizado, não é o único disponível", explica.

Segundo uma nota emitida pela própria SBEM no começo de julho, "a pesquisa só se refere a um tipo de associação de hormônios, que utiliza estrogênios extraídos da urina de éguas grávidas e o progestágeno sintético acetato de medroxiprogesterona, ambos por via oral e administrados continuamente". Ricardo Meirelles assinala que, quanto os remédios mais modernos, utilizados em outras dosagens e bem mais parecidos com os hormônios naturais da mulher, nada indica que possam causar danos, desde que prescritos por um médico habilitado.

 

  Fontes: Como deve ser a dieta de uma mulher na menopausa? - Redação Terra

                Climatério pede alimentação balanceada - Agencia Brasil

                A reposição hormonal está mesmo em xeque? - Redação Terra, por Laura Cánepa

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 23 de março de 2010. (11.863)

 

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