|

Elas
sofrem mais de estresse
Levantamento feito por seguradora mostrou níveis
elevados do problema entre a as mulheres
Impacto na saúde: capital e interior têm índices
semelhantes do problema
O
estresse é cada vez mais um inimigo feminino. As
mulheres são quase o dobro dos homens nas
estatísticas sobre um dos principais males da
sociedade moderna.
A
explicação para o fenômeno é que o problema
aparece de mãos dadas com a dupla (às vezes
tripla) jornada de trabalho, situação enfrentada
pela grande maioria das mães brasileiras.
O
mais recente estudo que afere a quantidade
majoritária de mulheres estressadas foi feito
pela seguradora SulAmérica. Foram entrevistadas
29 mil pessoas em 12 Estados brasileiros. Entre
as 17 mil pessoas do sexo feminino que
responderam à pesquisa, 51% apresentaram nível
elevado de estresse. Entre os 12 mil homens
entrevistados, a taxa de respostas afirmativas
para a queixa foi de 28%, 34 pontos porcentuais
a menos do que elas. A sobrecarga, dizem em coro
os especialistas, atinge mulheres
independentemente do endereço.
“Os
homens se permitem um futebol com os amigos aos
finais de semana, as mulheres têm mais
dificuldade para relaxar” afirma Roberto Galfi,
diretor de serviços médicos da SulAmérica.
Assim
como Galfi, a presidente do International Stress
Management Association (ISMA- Brasil), Ana Maria
Rossi, aponta a competição no trabalho
simultânea aos afazeres domésticos como a
responsável pelos resultados da pesquisa entre o
público feminino. “Há algum tempo fizemos uma
pesquisa comparativa entre homens e mulheres e
perguntamos quais eram os fatores desencadeantes
de estresse. As respostas foram bem diferentes e
mostraram o peso da função dupla para elas”,
afirmou Ana Maria. Enquanto as mulheres
apontaram a “sobrecarga no serviço” como grande
vilã do estresse, os homens elegeram a
“incerteza profissional” como responsável. “As
escolhas diferentes mostram as diferenças na
manifestação do estresse”, diz a especialista.
“E o problema não é restrito aos centros urbanos
e nem limitado pelo tamanho da cidade”, informa.
Índices semelhantes no Interior
Além
de mostrar as mulheres como vítimas principais
do estresse, pesquisas recentes mostram que a
queixa rompeu os limites das grandes metrópoles
e levou seus danos às cidades do interior,
locais antes sempre associados a uma melhor
qualidade de vida. Essa migração é mensurada por
como anda o coração das mulheres. Um grupo de
médicos do governo de São Paulo analisou dados
coletados em 10 anos (1996 e 2006) para traçar o
perfil das doenças crônicas paulistas e
encontrou informações sobre enfarte tão altas na
capital quanto no interior.
Os
dados foram publicados na edição de outubro do
Boletim Epidemiológico Paulista (Bepa) e dão
conta de que a taxa de enfarte no Estado é de
50,8 casos em 100 mil habitantes. Superam esse
índice não apenas a capital paulista (58,6),
como também as áreas de Ribeirão Preto (51,4),
São João da Boa Vista (53,8) e Bauru (51,2).
Não é
apenas o coração o único vitimado pelo problema.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) relaciona o
estresse a uma lista interminável de doenças,
entre elas câncer, depressão, doenças
gastrointestinais, infecciosas e distúrbios
reprodutivos. Para a presidente da ISMA-BR,
apesar de mais conhecimento sobre os mal
moderno, as mulheres ainda não colocam em
prática hábitos para diminuir o impacto do
problema.
“As
pessoas continuam adoecendo de forma incrível.
Apesar de saberem dos perigos, dos danos do
estresse, essa informação não tem surtido o
comportamento esperado” diz Ana Maria. A baixo,
a especialista sugere um pequeno exercício de
relaxamento para colocar em prática sempre que
necessário. Confira.
Respire e alivie o estresse
A respiração é
chave. Durante o trabalho, em casa, na
faculdade, na escola ou no supermercado. Por
isso, tente reservar alguns minutos para
respirar profundamente, tendo em foco que a
tarefa tem a missão de relaxar o corpo.
Inspire pelo nariz, dilatando os músculos do
abdômen e expire pelo nariz e pela boca,
relaxando os músculos do corpo. Faça isso por um
ou dois minutos sempre que puder. Teste o
estresse e o impacto dos níveis em sua saúde em
www.ismabrasil.com.br.
Fonte: Fernanda Aranda, iG São Paulo, 13/01/2010
07:40
Postado por Izabel Cristina da Fonseca,
26
de janeiro de 2010. (11060)

|