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Exame da próstata: preconceito ainda é a pior opção
Em novembro do ano passado a Sociedade Brasileira de Urologia divulgou uma
pesquisa realizada pelo instituto Datafolha sobre a percepção masculina em
relação ao câncer de próstata e o temido exame de toque. Apesar de 76% dos
entrevistados terem ciência deste tipo de detecção, somente 32% já o fizeram. Os
números são mais alarmantes no nordeste onde apenas 36% dos homens vão ao
urologista e na população de classe D/E, onde 74% nunca fez o exame de toque.
Muitos dos entrevistados apontaram o preconceito como o maior impedimento
para a realização do toque, seguido do medo. Entre aqueles que nunca foram
examinar sua próstata, 13% afirmaram descuido, preguiça, relaxo e falta de tempo
e 15% responsabilizaram a falta de sintomas. Acontece que existe uma questão
séria nessa história, o tumor maligno na próstata vai fazer em torno de 53 mil
vítimas no Brasil em 2010, conforme informado pelo urologista e oncologista
Carlos Eduardo Corradi:
Ejaculação precoce atinge um em cada quatro homens
Um em cada quatro homens brasileiros vivencia a ejaculação precoce, quadro no
qual o indivíduo ejacula rapidamente (entre 30 segundos e 1 minuto, em média),
sem que seja possível estabelecer um controle voluntário. A EP, como é chamada,
é responsável por 40% das queixas feitas nos consultórios de terapia sexual.
A maioria dos pacientes é formada por homens casados ou com parceira fixa,
declara o médico Evandro Cunha, do Hospital Urológico de Brasília. “Usualmente,
eles levam cerca de quatro anos após os primeiros sintomas para procurar um
especialista”, diz.
“Os homens em geral demoram em procurar ajuda por varias razões, alguns acham
que a ejaculação rápida é sinal de virilidade, outros têm vergonha e existem
aqueles que desconhecem como poderia ser de outra forma, pois não costumam
conversar sobre isso com os amigos, até por receio de serem motivo de
brincadeiras. E há também os que ‘culpam’ a parceira ou ao estresse momentâneo”,
pontua Liliana Seger, doutora em psicologia clínica e especializada em
sexualidade. Muitos homens procuram ajuda somente quando a parceira indica uma
insatisfação, diz Liliana.
Categorias
Sem possibilidade de prevenção, essa alteração sexual – que afeta de maneira
drástica a vida sexual e consequentemente a autoestima do homem – divide-se em
duas categorias: a de origem primária, que pode ocorrer desde a primeira relação
sexual na adolescência e é característica do indivíduo, porém passível de
tratamento; e a de origem secundária, que é uma disfunção que pode ocorrer após
o início de uma vida sexual normal, e que surge por algum motivo (trauma e
estresse, por exemplo).
A secundária ainda pode ser dividida em outras duas formas: secundária
situacional, ou seja, em algumas situações o indivíduo tem, em outras não – às
vezes com uma parceira e não com outra, por exemplo – e a absoluta, que pode
durar um longo período ou enquanto o problema físico ou emocional não for
tratado.
Controle da ansiedade
Evandro Cunha esclarece que quadros de ansiedade e depressão também podem
estar ligados à EP tanto de origem primária quanto secundária: “Caso o quadro se
torne crônico, é essencial acompanhamento médico”. O tratamento em geral
consiste na psicoterapia, podendo, de acordo com a resposta do paciente, ser
complementada por medicamentos.
“Além disso, os tratamentos para EP inclui técnicas de terapia sexual de
curta duração – em média 12 a 15 sessões – e exercícios para aprender a
controlar a ejaculação e avaliar os aspectos geradores de ansiedade que estão
presente nesses pacientes”, pontua Liliana, que lembra também que o problema não
é complexo e nem excepcional.
“Homens que sofrem de EP não precisam ficar ainda mais ansiosos com esse tipo
de diagnóstico: é algo que pode ocorrer com qualquer um, em qualquer momento da
vida, tem tratamento e muitas vezes esse tratamento é rápido”, explica Liliana.
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Fonte:
UOL,
da Redação
Postado por Izabel Cristina
Fonseca, em 13 março 2010 (11.625)
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