Ejaculação Precoce
É a ejaculação que acontece de forma sistemática
antes do tempo desejado pelo homem, trazendo-lhe
muita frustração e pouco prazer no ato sexual.
Esse transtorno traz grandes problemas de
desajuste para os casais, que passam a ter na
atividade sexual não mais uma fonte de alegria e
prazer, e sim de constrangimentos, desconfianças
e brigas. E isso independe do tempo da
ejaculação.
É a disfunção sexual masculina mais freqüente
que existe, acometendo cerca de 25% dos homens
sexualmente ativos, em qualquer idade.
Alguns homens se satisfazem ejaculando em 2
minutos, outros se julgam ejaculadores precoces
se ejacularem antes de 30 minutos. Não existe um
tempo normal para ejacular. O que existe entre
os homens, e não existe entre os outros animais,
é a capacidade de controlar a ejaculação no
momento que lhe for mais adequado.
Uma das maiores frustrações do ejaculador
precoce é que ele se sente incapaz de fazer a
sua parceira gozar através da penetração
vaginal. A relação sexual do ejaculador precoce
é basicamente masturbatória, sem o coito, tão
importante e necessário para ambos.
Apesar de a ejaculação precoce poder ser
atribuída a algumas causas orgânicas como
prostatite, uretrite, diabetes, quase sempre são
de causa emocional. Podem acompanhar o homem
desde o início da sua vida sexual, ou aparecer
depois por motivos psicológicos.
A queixa mais freqüente do ejaculador precoce, é
que ele não consegue satisfazer a sua parceira.
Enquanto ele ainda é jovem e tem relativa
facilidade em conseguir uma segunda ereção, ele
valoriza mais essa segunda ereção; mas depois
dos 40-50 anos, com a dificuldade progressiva em
se conseguir essa segunda ereção, os homens
voltam a valorizar mais a primeira ereção e daí
procuram tratamento.
A ansiedade, mais a baixa freqüência da
atividade sexual, é a causa mais comum para a
maioria dos homens com ejaculação precoce. Os
homens que não sofrem de ejaculação precoce são
homens que aprendem a inibir o estímulo e o
reflexo ejaculatório durante a sua fase de
amadurecimento sexual.
TRATAMENTO DA EJACULAÇÃO PRECOCE:
O tratamento da ejaculação precoce tem que dar
ao paciente a capacidade de ele perceber e
controlar a sensação que antecede o orgasmo, sem
que isso signifique uma ordem de disparo
automático da ejaculação. Temos que dar meios de
o paciente se ver “transando” com a sua parceira
por 5, 10, 15, 30 minutos, sem ele se preocupar
com o orgasmo.
No nosso tratamento usamos a medicação injetável
intracavernosa, pois ela dá ao paciente a
certeza de que ele vai manter a ereção mesmo
depois de ejacular, de modo a poder continuar a
relação sexual até que a sua parceira atinja
também o orgasmo. E isso que ele quer, é isso
que ele precisa.
E por que não usar a medicação oral para isso,
como muita gente pergunta? Porque com a
medicação injetável fica mais fácil determinar a
dose que corresponde a um determinado tempo de
ereção e isso facilita muito o trabalho do
psicólogo quando faz a diminuição progressiva
das doses à medida que o paciente melhora,
visando a retirada do medicamento e a cura do
paciente. A medicação oral não permite que se
ajuste a dose de acordo com a melhora do
tratamento do paciente, pois não há como
fracionar a dose na medida em que o paciente
melhora, por isso contra-indicamos o seu uso
nestes casos.
O tratamento da ejaculação precoce consiste em 2
etapas: adotamos de rotina a medicação injetável
intracavernosa (primeira etapa) como meio de dar
aos pacientes a certeza de ele será capaz de
obter e manter a sua ereção mesmo que ejacule
precocemente. Isso dará ao paciente condição de
manter a penetração por longos 60 ou 90 minutos.
Sendo capaz de manter a sua ereção por mais
tempo, o paciente se vê mantendo relação sexual
sem se preocupar como orgasmo, pois mesmo que já
tenha gozado, ele mantém o pênis ereto para dar
prazer à sua parceira com a penetração vaginal.
Com isso ele diminui a sua ansiedade o que
facilita a segunda etapa do tratamento que é o
acompanhamento psicológico. É fundamental o
acompanhamento psicológico do paciente, de
preferência do casal. Assim o psicólogo orienta
a maneira como o homem poderá perceber e
controlar as sensações que antecedem o momento
do orgasmo e à medida que o homem começa a
controlar a sua ejaculação, o psicólogo orienta
para a diminuição gradual da dose do medicamento
injetado, sendo que ao final de 2 a 3 meses
esses pacientes recebem alta.
O QUE CONTRA-INDICAMOS TOTALMENTE NO TRATAMENTO
DA EJACULAÇÃO PRECOCE:
Somos contra o que a maioria dos médicos faz
para tratar a ejaculação rápida. Ao contrário
deles, não prescrevemos Viagra e outros
comprimidos orais para o seu tratamento, pois
sabemos que ninguém gosta de tomar remédio a
vida inteira. As vantagens iniciais de se obter
e manter a ereção às custas desses comprimidos
logo se transformam em frustração quando esses
pacientes se vêem dependentes da medicação oral
e incapazes de ter uma relação sexual por seus
próprios meios e méritos.
A preocupação que antes era de não conseguir
controlar a ejaculação, agora é de não esquecer
de comprar, de levar e de tomar o remédio uma
hora antes da relação. Na verdade esse paciente
não resolveu o seu problema, apenas trocou um
problema pelo outro.
Contra-indicamos o uso sistemático de
antidepressivos no tratamento da ejaculação
precoce por vários motivos. Esses medicamentos,
apesar da melhora inicial no controle da
ejaculação (principalmente os do grupo dos
Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina
- ISRS), são caros, devem ser tomados todos os
dias e sempre se acompanham de efeitos
colaterais desagradáveis e muitas vezes
perigosos. As queixas mais freqüentes são a boca
seca, tonteira, enjôo, palpitação, insônia,
inquietação, dores de cabeça, cansaço, tremores,
sudorese, nervosismo e vários outros. Isso sem
contar que trabalhos mais recentes mostram que o
índice de suicídio é maior nos indivíduos que
tomam antidepressivos regularmente. Reconhecemos
que o seu mecanismo de ação realmente retarda a
ejaculação, mas não podemos acreditar que para
tratar um problema tenhamos que criar vários
outros. Outro aspecto importante é que com o
passar dos meses, os antidepressivos normalmente
deixam de funcionar e esses pacientes se vêem
novamente ejaculando de forma rápida.
Contra-indicamos a cirurgia de desnervação do
pênis para o tratamento da ejaculação precoce,
pois o pênis é um órgão ricamente inervado por
natureza. Alguns centros médicos “medem” a
sensibilidade do pênis dos seus pacientes,
tentando convencê-los da necessidade de realizar
essa cirurgia. Como vimos aqui, a ejaculação
precoce não é fruto de uma “hipersensibilidade
peniana” e sim de uma grande expectativa
emocional, geralmente aliada a pouca prática
sexual.
Contra-indicamos também o uso de pomadas
anestésicas ou qualquer outro procedimento que
diminua a sensibilidade do pênis, pois não são
soluções que funcionem por muito tempo, trazendo
mais frustrações para esses pacientes.
Tal como no tratamento da disfunção erétil,
contra-indicamos a ausência do psicólogo no
acompanhamento e tratamento dos portadores de
ejaculação precoce. Por ser de causa
eminentemente psicológica, a ejaculação precoce
necessita obrigatoriamente de um psicólogo como
parte do seu tratamento.
Para mais informações sobre a ejaculação
precoce.
Fonte: Site
Penis Normal, Por Dr. Henrique Chvaicer
Postado por
Izabel Cristina da Fonseca, dia 05 de junho de
2010 (13.248)
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