Educar Filhos é Difícil?
Educar filhos é difícil. E os pais,
estão tentando facilitar ou estão complicando mais?
Se avaliassem mais acuradamente as
atitudes e a conduta de seus filhos, poderiam ser pais melhores? Poderiam
errar menos e, conseqüentemente, acertar mais?
Os pais precisam, nos dias atuais, sair em busca de
idéias inovadoras e inteligentes para buscar estabilidade financeira. Uma das
formas encontradas por eles é buscar aperfeiçoamento, através do estudo, para
que possam distinguir-se no cotidiano econômico, social e profissional, e,
assim, garantir a sobrevivência, o emprego e uma vida melhor.
Só que esses pais, na hora de educar os filhos, estão
cansados da correria do dia-a-dia, dos compromissos e das obrigações, e se
esquecem de atentar aos anseios das crianças, no momento de educá-las. Neste
momento, tão importante para a formação delas, educam “sem pensar”, muitas vezes
improvisam, ficam à espera de uma fórmula mágica, para que seus filhos se
“eduquem por si sós”. Esquecem-se de que ainda não chegamos a uma era tão
avançada, em que bastaria uma única orientação, para que, num piscar de olhos,
eles já assimilassem todos os ensinamentos. Repeti-los inúmeras vezes e
adicionar a eles exemplos convincentes, talvez, seja quase suficiente e, em caso
negativo, seria necessário pensar na possibilidade de buscarem chamar a atenção,
a fim de certificar-se de que seus pais ainda o amam.
Será que seu filho não está fazendo algo para chamar a atenção e certificar se
ainda seus pais o ama?
Da mesma forma que a globalização e a modernização
exigem esforço e dedicação do ser humano para acompanhá-las, educar os filhos
também os exigem, pois nada acontece isoladamente. Os filhos não são robôs, que
têm botões que possam ser acionados e, a partir daí, distingam o certo do
errado. Na verdade, os filhos, para serem felizes e saudáveis, precisariam muito
do “espelho”, do exemplo, da referência e do amor dos pais.
Educar não é fácil e nem há pais perfeitos, mas
sabemos que todo ser humano tem capacidade para melhorar e aprimorar-se.
É preciso ter um momento para pensar, refletir o
educar de ontem e o de hoje. Há uma evolução entre as gerações, e estamos
cientes de que essa nova geração é mais crítica, mais esperta, mais curiosa, mas
isso não significa que ela é independente; pelo contrário, ela ainda precisa dos
pais ao seu lado. Não se deve continuar com a educação autoritária e rígida de
antigamente, mas não podem ser esquecidos os aspectos positivos que ela nos
ensinou: a firmeza e a autoridade. O educar não surgiu do “espaço”, “do nada”,
está inserido em um contexto histórico, social, econômico e cultural, ou seja,
envolve vidas, tempo/época, espaço/ambiente, momento e situação, e não pode
resumir-se em educar os filhos, dar-lhes um bom estudo, casa, comida, lazer e
aquilo que não tiveram quando crianças.
Sendo assim, no momento em que você se torna pai ou
mãe, nunca mais estará desligado dos filhos, pois sempre há necessidade de ser
presente, e o seu modo de educar deve acompanhar as etapas do crescimento e
desenvolvimento e adequar-se às mesmas.
Os PAIS DE HOJE estão mais preocupados com a
preparação intelectual dos filhos e, não querendo tirar-lhes a liberdade, deixam
sempre que eles escolham, não conseguem dizer “não”, estabelecer limites e
regras; substituem atenção por brinquedos e/ou “objetos”, e nem logram
demonstrar autoridade. Estes pais se esquecem de trabalhar o emocional, o
contato físico e a afetividade com seus filhos, o que deveriam fazer, de forma
mais positiva e equilibrada. Hoje, esses filhos, em decorrência dessa educação
“liberal”, estão se tornando inseguros, sem limites e regras, sem respeito por
si mesmo e pelo próximo, com dificuldade de relacionamento, sem preparo
emocional para saber adaptar-se às diferentes situações novas do cotidiano e do
mercado de trabalho.
Os filhos de antigamente, que hoje são adultos e
constituíram suas famílias, ficaram com recordações sempre dos bons e divertidos
momentos que os pais lhes proporcionaram com o estar juntos, com os encontros
familiares, com raros passeios, com sua afetividade, com sua segurança,
confiança e seu olhar firme de autoridade.
Os filhos de hoje, recordam-se dos pais trabalhando
muito, da vontade de conversar com eles, da falta de um elogio e de um carinho,
da falta de atenção, com um simples “não”, da falta de firmeza nas decisões...,
enfim, da falta de sentir-lhes a presença.
A maioria dos filhos deveria perceber a autoridade dos
seus pais, quando os limites e as regras são impostas, a orientação que eles
dão, em relação a suas atitudes, da preocupação com a felicidade e, também, da
demonstração de carinho e do amor para com eles. Não quer dizer que só os pais
tenham razão e saibam tudo. Hoje, nós sabemos que os pais também aprendem com os
filhos, através do diálogo. A melhor forma de aprendizagem é a troca de
conhecimento e afetividade. Mas, existem momentos essenciais e referenciais na
educação dos filhos, onde os pais são os responsáveis e, por isso, devem tomar a
decisão final. Os filhos, muitas vezes, não têm a experiência e a vivência
necessária para decidir com responsabilidade.
Os filhos, hoje, estão precisando sentir-se seguros,
protegidos, amados; sentir consistência em seu relacionamento com os pais;
sentir que os momentos em que estão com eles são únicos, especiais, com amor, e
não um tempo, obrigatoriamente baseado em horas ou dias.
Qual será, então, a solução?E como
será que podem fazer? Não conseguem os filhos compreender que seus pais estão
trabalhando para proporcionar a eles o que de bom e de melhor houver?
NÃO! Eles não entendem. Eles sabem pedir, pedir, pedir
e, quanto mais pedem, mais os pais dão e mais os filhos querem. Ocorre que tudo
o é conquistado, sem qualquer esforço, perde logo seu valor, seu significado,
sendo, facilmente, esquecido e deixado de lado. Na realidade eles não sabem
dizer o que realmente querem a presença de seus pais no seu dia-a-dia, e por
isso agem com diversas artimanhas, com a finalidade de demonstrar que eles
existem, através de rebeldias, birras, drogas, bebidas, desrespeito,
agressividade, depressão... Os filhos conseguem ver o quanto os pais trabalham e
compram o que querem, mas não conseguem sentir e entender a dedicação e o amor
deles, o que os tornaria seguros e capazes de administrar seu emocional, seu
comportamento, sua carreira, enfim, sua vida.
Psicopedagogas:
CRISTIANE MARIO RIBÓ - ribo@terra.com.br
ADRIANA APARECIDA NORONHA SCHIAVO - dri.noronha.schiavo@gmail.com
(Artigonal SC #1514362)
Fonte:
Site Artigonal
Postado
por Izabel Cristina da Fonseca, 2 julho 2010
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